🌎 FAUSTINO COSTA | Luso-americanos na carreira policial
• Por HENRIQUE MANO | Elizabeth, NJ
Aos 42 anos, o luso-descendente Faustino Costa construiu uma carreira dinâmica no seio do Union County Sheriff’s Office, em New Jersey. Nascido em Elizabeth, filho de emigrantes transmontanos naturais de Moreira-Chaves, Costa representa hoje um exemplo da crescente presença de luso-americanos nas forças de segurança e nos serviços públicos da região.
Crescido em Elizabeth, Faustino Costa decidiu seguir a carreira policial relativamente mais tarde do que é habitual. Tornou-se agente aos 35 anos, iniciando funções à altura no departamento de polícia de Union Township.

O agente luso-americano Faustino Costa
“Comecei um pouco mais tarde”, recorda, em entrevista ao jornal LUSO-AMERICANO. “Iniciei a minha carreira na polícia de Union Township, onde trabalhei durante cerca de seis meses, e desde 2019 estou aqui”.
No U.C.S.O., Costa desempenha um papel essencial nos bastidores, sendo responsável por grande parte da infra-estrutura tecnológica que sustenta o trabalho diário dos agentes. “Faço todo o trabalho de informática”, explica. “Trato das infra-estruturas, das câmaras corporais, da vigilância, dos programas informáticos, das redes e de todo o apoio técnico. Tudo o que envolve os veículos, os computadores nas viaturas, as luzes, as sirenes – tudo o que faz parte do suporte do departamento. Basicamente, a espinha dorsal tecnológica da polícia”.

Há treze luso-americanos ao serviço do Union County Sheriff’s Office
Para além da componente técnica, a sua capacidade linguística tem-se revelado uma ferramenta valiosa no contacto com a comunidade. Entende português e também espanhol, considerando que o bilinguismo é uma vantagem clara no desempenho das suas funções. “Isso é incrivelmente importante”, afirma. “Só para falar com a comunidade e ajudar as pessoas no dia-a-dia faz uma grande diferença. É algo extraordinário poder falar a minha língua, e também espanhol”.
Na família, a carreira nas forças da ordem não era comum, embora exista um antecedente distante em Portugal. “A minha mãe tinha um primo que era polícia no Porto e que depois se tornou detective, mas já faleceu”, conta. “É a única pessoa na família de que me lembro que tenha trabalhado na área da aplicação da lei”.
Hoje, ao conjugar tecnologia, serviço público e ligação à comunidade, Faustino Costa representa uma nova geração de profissionais luso-americanos que contribuem para a segurança e o funcionamento das instituições locais nos Estados Unidos.

