LUSO-AMERICANA É DANÇARINA, COREÓGRAFA E MODELO EM NOVA IORQUE
• Por HENRIQUE MANO | Nova Iorque
Aos 27 anos de idade, Lia Fialho vive o sonho de qualquer jovem que nasceu num meio rural e aspira concretizar os objectivos de carreira na área artística. Natural de Springfield, no estado de Massachusetts, presentemente está radicada em Nova Iorque, onde é instrutora de dança em saltos altos, coreógrafa e modelo.
“Danço desde os 3 anos de idade, qualquer pessoa da minha família pode testemunhar como sou apaixonada pela dança”, conta Lia Fialho em entrevista exclusiva ao jornal LUSO-AMERICANO. “Acho que herdei isso do meu avô…”.
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Lia Fialho é instrutora de dança em saltos altos em Nova Iorque, que diz “empoderar” as mulheres
Quando teve de seguir carreira académica superior, a jovem luso-descendente ingressou na University of Massachusetts-Amherst e, para além do bacharel em administração de empresas, marketing e português, fez questão de também tirar dança.
Ainda em Ludlow, onde cresceu, chegou a ter uma escola de formação de dança, a “Dance Workshop”. No entanto, em 2021, “quando estávamos todos em confinamento em casa por causa da COVID-19, comecei a seguir professores de dança e coreógrafos online, depressa percebendo que era aquilo que queria fazer. Ou seja, queria seguir carreira na dança a nível profissional”.
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Lia Fialho fotografada em Manhattan pelo jornal LUSO-AMERICANO
Dá assim o salto para a “Big Apple”, onde chega a passar como instrutora de dança por espaços como “Broadway Dance Center” e outros, e a trabalhar com artistas internacionais e a fazer participações na TV.
“A dança em saltos altos é um género comercial mais seguido pelas executantes femininas e pode passar pelo hip-hop ou por outros ritmos contemporâneos”, explica Lia Fialho, que chegou a dançar ballet em pequena, num registo mais clássico. “A dança em saltos altos empodera bastante as mulheres”.
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Lia Fialho é modelo, coreógrafa e instrutora de dança
Filha de pai alcobacense e de mãe transmontana de Chaves, Lia Fialho, que fala fluentemente o idioma de Camões, diz ter sido criada “num ambiente tipicamente português, frequentávamos o Grémio Lusitano e íamos à festa de Nossa Senhora de Fátima”. Fez mesmo um semestre escolar em Lisboa, “e gostei imenso de viver a realidade portuguesa por inteiro durante um período de tempo”.
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Lia Fialho fotografada em Manhattan pelo jornal LUSO-AMERICANO
Gostaria de fazer uma digressão com um artista que a contratasse como dançarina, mas, enquanto isso não sucede, concilia a actividade de instrutora de dança à de marketing numa grande multinacional de seguros.
Para a mudança rumo a Manhattan, contou com o apoio dos pais, “que também são professores e agora têm muito orgulho de eu estar a fazer o mesmo”.