Trump reitera que pode baixar tarifas se Pequim aprovar venda do Tikok

O Presidente norte-americano reiterou estar disposto a conceder alívio tarifário à China se Pequim aprovar um acordo em negociação para abrir o capital da aplicação chinesa TikTok no país, opção anteriormente rejeitada por Pequim.

Trump fez estas declarações à imprensa quinta-feira a bordo do Air Force One, em resposta a perguntas sobre se está disposto a chegar a um acordo com vários países para mitigar o impacto das tarifas que anunciou contra países de todo o mundo, incluindo a China, que está agora sujeita a uma tarifa total de 54%.

“Desde que nos ofereçam algo positivo [há disponibilidade para reduzir tarifas]. Por exemplo, com o TikTok. Temos uma situação em que a China provavelmente dirá: ‘Aprovámos o acordo, mas o que vão fazer em relação às tarifas?'”, explicou.

“As tarifas dão-nos um tremendo poder de negociação. Sempre deram. Usei-as muito bem na primeira administração. Agora estamos a levá-lo a um nível totalmente novo”, disse.

Trump esclareceu que nesta fase não está a ter conversas concretas com Pequim sobre o assunto.

Na quarta-feira, num dia que apelidou de “dia da libertação”, Trump impôs uma tarifa de 10% sobre 184 países e territórios, incluindo a União Europeia (UE).

No caso da China, o país anunciou uma tarifa de 34%, somando-se aos 20% já em vigor, elevando o total para 54%.

Questionado pela imprensa, Trump afirmou ainda que está “muito perto” de chegar a um acordo para garantir o futuro do TikTok no país, sendo sábado o prazo limite dado por Washington para a aplicação se desvincular nos Estados Unidos da sua empresa-mãe chinesa, a ByteDance.

“Estamos muito próximos de um acordo com um grupo de pessoas muito competente”, afirmou.

Trump explicou que o TikTok tem “múltiplos” investidores interessados, mas não os nomeou.

A corrida para adquirir a popular aplicação está a ser liderada pela Amazon, Oracle e pelo fundador da OnlyFans, de acordo com os meios de comunicação social dos EUA.