Polícia morto em ataque em Nova Iorque era imigrante. Deixa dois filhos e esposa grávida

O polícia que morreu num tiroteio que vitimou quatro outras pessoas, incluindo o atirador, num arranha-céus no centro de Nova Iorque, na segunda-feira, era imigrante do Bangladesh e foi considerado “um herói”.

Didarul Islam, de 36 anos, era casado e tinha dois filhos pequenos. Aliás, a esposa está grávida do terceiro filho, de acordo com a comissária da Polícia de Nova Iorque, Jessica Tisch.

“Colocou-se em perigo. Fez o derradeiro sacrifício – foi morto a sangue frio”, disse a responsável, citada pela agência Reuters.

O agente da autoridade estava a trabalhar num serviço de segurança pago no edifício quando o tiroteio ocorreu. 

“Morreu como viveu – como um herói”, complementou, citada pela BBC.

Além dos quatro mortos, um dos trabalhadores da Liga Profissional de Futebol Americano (NFL) ficou gravemente ferido no ataque, encontrando-se hospitalizado, mas estável.

Saliente-se que os serviços de emergência foram chamados por volta das 18h00 (22h00 de segunda-feira em Lisboa) para uma ocorrência no bairro Midtown Manhattan.

As câmaras de vigilância filmaram um homem a sair de um carro preto, armado com uma espingarda M-4. O suspeito entrou no edifício e começou a disparar contra o agente da polícia, antes de “alvejar quem estava no átrio”, relatou a chefe da polícia de Nova Iorque, Jessica Tisch.

De acordo com a responsável, o agressor tinha visivelmente decidido atacar o 345 Park Avenue, um grande edifício de escritórios que abriga as instalações da NFL, da gigante financeira Blackstone e da empresa de consultoria e auditoria KPMG.

Tisch disse acreditar que o suspeito, natural de Las Vegas, agiu sozinho.

Foi ainda revelado, também na segunda feira, que o suspeito terá redigido uma nota de três páginas, encontrada após o crime, na qual detalhava ter encefalopatia traumática crónica (ETC), apelando a que o seu cérebro fosse estudado.

Shane Devon Tamura, de 27 anos, tinha um bilhete de suicídio no bolso de trás das calças, alegando sofrer de ETC – doença cerebral ligada a traumatismos cranianos e frequentemente associada a jogadores de futebol americano, devido aos golpes repetidos na cabeça, noticiou a CNN.

O jovem, que tinha um histórico de problemas psiquiátricos, foi jogador de futebol americano quando era mais novo. “Estudem o meu cérebro, por favor. Lamento. Digam ao Rick que lamento tudo”, apelou ainda.