Praça de Touros mais uma vez repleta de aficcionados
A Praça em Artesia tem tourada duas vezes ao ano, no torneio da bola em Maio e na festa do Divino Espírito Santo ao fim do mês de Julho. Nesta segunda tourada, estiveram presentes João Correia e Tristão Teles, com touros da Ganadaria Roberto Martins e Filhos e forcados da cidade de Merced, deste estado. Estes dois toureiros lidaram até ao máximo com os touros com os seus cavalos e pelo seu trabalho receberam imensos aplausos do público.
No fim de cada “lide”, atiraram para as bancadas, ramos de flores e como tradição, os seus chapéus gorras, sendo estas depois devolvidas em sinal de apreciação e apreço pelo trabalho realizado e excelência do espectáculo.
O cavaleiro Tristão Teles, iniciou-se nas lides da tauromaquia aos 13 anos e fez no ano passado a sua “alternativa” no fim de dez anos na arena. Em Artesia, toureou três “lides” e ficou muito contente como decorreram as suas saídas explicando, “Saíram muito bem, há sempre a melhorar, mas pronto assim saiu e estou satisfeito. Houve ligação com o público, o povo reagiu positivamente e estou contente pelos parabéns recebidos e com os seus aplausos e gritos”.
Para a semana que vem, Tristão Teles vai estar em Portugal no Campo Pequeno com uma “alternativa” e já tem outras datas marcadas para tourear em outras arenas portuguesas.
João Correia, cavaleiro muito conhecido na Califórnia, criado em Artesia, na periferia do salão do Divino Espírito Santo, iniciou a primeira “lide “com um tombo do cavalo por causa de não ter o apoio dos seus colegas na arena em desviaro touro do cavaleiro.
Subiu ao cavalo, e mostrou depois a sua coragem, exactamente o que um cavaleiro tem de mostrar, com a fortaleza, brincou com o touro até ficar satisfeito. Como é contra a lei de não poder ferir ou amostrar uma gota de sangue nos animais, usam os ferros com Velcro e não agulha para protecção do animal. O toureiro referiu, “ o primeiro touro tinha muita “raça” e inicialmente foi uma lide difícil, mas acabou tudo bem. O público apoiou-me e o que posso dizer é que nesta praça, a esta hora, o pôr do sol não ajuda e depende do lado onde te encontras na arena, já que o sol pode cegar-te”, adiantando depois, “este aspecto é algo que todos os cavaleiros que passam pela arena de Artesia já sabem e têm isso em consideração, as outras “lides” correram muito bem e o povo mostrou a alegria pela maneira que as corridas saíram. O público, seja lá em qualquer lugar querem ver as pegas bem-feitas e mostraram que ficaram satisfeitos com o resultado ao fim de cada “lide”.

Os Forcados da cidade de Merced, também trouxeram novidades. Dois dos seus membros têm só trezes anos e querem ser um dia elementos do grupo de oito que saltam para a arena e pegam no touro. Um deles, João Azevedo sabe que é perigoso, mas como o pai é forcado pediu ao pai que também quer seguir os passos dele, “pedi se também podia ser, imediatamente disse-me que sim. É perigoso, mas já treino com o resto dos forcados e estou a aprender como pegar no touro. Mais uns aninhos e sigo o meu pai na arena”.
O outro jovem, Carlos Rodillo, Luso-mexicano, também tem trezes anos e quer seguir os passos do amigo e a razão que já se encontra no treino. “A razão pelo qual quero ser forcado, foi que o João convidou-me, falei com a família, comecei a treinar com ele e os adultos na arena, e espero em poucos anos ser um dos oito”, explicou o jovem orgulhoso.

