ONDA CALOR | MAI poderá tomar “decisões drástica” para fazer frente a temperaturas extremas

Espera-se nos próximos dias uma onda de de calor em Portugal que pode levar os termómetros a atingir os 45ºC. Luís Neves, ministro da Administração Interna, confirmou que está à espera de receber mais informações do ICNF para saber que medidas terão de ser tomadas. E coloca em cima da mesa a possibilidade de “medidas drásticas” para evitar incêndios.

“Se a informação que viermos a ter for grave, tomaremos decisões drásticas do ponto de vista do alerta e em termos de medidas no territorial”, disse, detalhando que se referia a medidas como “proibição de comportamentos”.

A par da tomada deste tipo de decisões, o ministro indicou que há já um alerta para alguns comportamentos que não devem ocorrer, tais como a “utilização de certo tipo de maquinaria agrícola de risco, queimas e queimadas, utilização de fogo de artifício e balões de mecha acesa”.

Nesse sentido, deixou mesmo um alerta para as festas de São João, na próxima semana.

“Vamos ter as festividades para a semana, são 23 concelhos, é usual existir este tipo de balões, é da tradição do país, mas o que dizemos aos cidadãos e aos autarcas é: Por favor não utilizem estes instrumentos, estão a pôr em causa a vida e o património das pessoas”, alertou.

“É tempo de todos agirmos todos juntos em sentido de alerta e de limpeza”, disse, indo ao encontro do que havia afirmado no fim de semana, momento em que lembrou que todas as forças de segurança e meios de combate a incêndios vão ter de trabalhar em conjunto.

“Não há lugares ao separatismo, ao cada um por si. Esse tempo acabou”, atirou no domingo, referindo que “apesar de haver competências próprias”, “só a colaboração e espírito de entre-ajuda pode valer às pessoas. Isso é válido em todas as forças de segurança”.

“No final do dia, os portugueses querem saber quem os ajuda, quem os salva, quem está presente Aí não há cores, há um país”, defendeu, referindo que “o foco tem que ser as pessoas, os portugueses”.

Já quinta-feira, o governante assegurou ainda que não será por falta de verbas que não se fará o combate aos fogos este ano e destacou que a população deve preparar-se para um verão com temperaturas elevadas, num ano em que ainda não foi possível limpar todos os terrenos afetados pelas tempestades de janeiro e início de fevereiro.