MUNDIAL 2022: Santos rejeita críticas e aponta para o título

O seleccionador português de futebol, Fernando Santos, apontou à conquista do Mundial-2022 e recusou o rótulo de “resultadista” que muitas vezes lhe é atribuído, frisando que “para ganhar, tem de se jogar bem e marcar golos”.

“Não há nenhum português que não deseje estar no aeroporto [a receber a selecção de troféu na mão]. É a ambição natural. Mal seria que depois das conquistas que tivemos, não tenhamos essa ambição. Confio na qualidade dos jogadores e em mim próprio, na capacidade de criar o ‘nós’. Nada me faz pensar o contrário”, sublinhou o seleccionador.

Em entrevista ao canal televisivo Sport TV, Fernando Santos garantiu ter feito a mala “para muitos dias” e lembrou que as conquistas do Euro2016 e da Liga das Nações de 2019 assentaram no colectivo, sendo essa a base que leva à determinação de vencer, embora existam críticas em relação aos desempenhos da selecção dentro de campo.

“Não há treinador do mundo que não goste de ganhar. Para ganhar, tem de se jogar bem e é preciso marcar. Não há nada de resultadista”, começou por dizer o treinador.

Usando sobretudo o exemplo dos franceses do Paris Saint-Germain, “uma equipa de topo e classe mundial que joga com três centrais”, Fernando Santos lembrou que a equipa das ‘quinas’ joga com dois e utiliza na sua estratégia laterais muito ofensivos.

“Ninguém acredita que o seleccionador de Portugal é que não quer que a equipa jogue bonito e que ganhe. Não há nenhum treinador de uma grande equipa no mundo que não goste de ganhar. Compete-me procurar a forma certa de jogarmos bem e praticar um bom futebol”, reforçou o seleccionador luso, com 68 anos e no cargo desde 2014.

Com o anúncio da lista dos 26 convocados para a fase final do Mundial2022 marcada para a amanhã, quinta-feira, Fernando Santos revelou que, neste momento, “são mais as certezas do que as dúvidas”, bem como que irá convocar quatro defesas centrais.

“Temos visualizado muitos jogos para saber quais são os jogadores que entendemos que devem vir à selecção nacional. Isso vai ser sempre por mérito. Não é por serem de empresário A ou B, ou de clube A ou B. Não tem a ver com isso e muito menos com empresários. Isso nunca me guiou”, realçou o técnico, que ainda falou sobre os direitos humanos no Qatar, mostrando-se defensor, mas está centrado apenas na sua função.

O Mundial2022 disputa-se no Qatar, entre 20 de Novembro e 18 de Dezembro, a meio da época futebolística, com Portugal a integrar o Grupo H da prova, juntamente com Gana (24 de Novembro), Uruguai (28 de Novembro) e Coreia do Sul (2 de Dezembro).