CIRURGIÃO MIGUEL CUNHA, COM DUAS CLÍNICAS EM NOVA IORQUE, DEFENDE PRÁTICA DA TELESSAÚDE

Por HENRIQUE MANO | Jornal LUSO-AMERICANO

O médico luso-americano Miguel Cunha, 39, que actua na área da cirurgia do Pé e Tornozelo em Manhattan, onde possui duas clínicas privativas, não só defende o recurso à telessaúde, como já a está a pôr em prática.

“Vai sobretudo permitir que se alivia a sobrecarga dos hospitais e até de todo o sistema de saúde”, defende Miguel Cunha, na entrevista que concedeu ao jornal LUSO-AMERICANO. “É conveniente, não expõe nenhuma das partes ao risco de infecção de doenças e é melhor para os próprios pacientes do que recorrerem, por exemplo, ao portal WebMD. É uma fonte muito mais segura, falar com o próprio médico e tranquilizá-los até que possam ir ver um profissional de saúde.”

Cunha, que exerce medicina desde 2010 e já teve milhares de vezes um bisturi nas mãos, clarifica: “Não acho que a telessaúde deva substituir por completo a ida ao médico, como é óbvio, mas pode ser parte da solução.”

O cirurgião luso-americano Miguel Cunha, 389, com duas clínicas em Nova Iorque: filho de imigrantes de Monção e Lisboa

O cirurgião luso-americano, que é não raras vezes chamado a falar à imprensa (da ‘Marie Claire’ à ‘Well Good’ e ‘Insider’, passando pela revista ‘Martha Stewart’), esteve recentemente num espaço informativo do canal PIX11, de Nova Iorque, onde defendeu precisamente a telessaúde [ https://www.pix11.com/news/morning/new-york-podiatrist-shows-us-how-telemedicine-works?fbclid=IwAR3ZA5JUCgi5TLQhwjmNvbLG8fCUYXHVwJXBkwxlMYnynXwr6uJTI4-vFHI ].

O cirurgião luso-americano, que é não raras vezes chamado a falar à imprensa (da ‘Marie Claire’ à ‘Well Good’ e ‘Insider’, passando pela revista ‘Martha Stewart’), esteve recentemente num espaço informativo do canal PIX11, de Nova Iorque, onde defendeu precisamente a telessaúde

❝NÃO ACHO QUE A TELESSAÚDE DEVA SUBSTITUIR POR COMPLETO A IDA AO MÉDICO, COMO É ÓBVIO, MAS PODE SER PARTE DA SOLUÇÃO❞

➔Dr. Miguel Cunha, cirurgião

Não sendo considerado essencial, Miguel Cunha encerrou as suas clínicas dia 18 de Março “voluntariamente”, só atendendo casos de emergência. “Estou a tentar fazer a minha parte”, diz o médico, que gera 25 postos de trabalho. “Estou a dar teleconsultas a pacientes em Connecticut, Califórnia, Nova Iorque, New Jersey e noutros estados.”

O cirurgião reconhece as limitações impostas por uma consulta à distância – nomeadamente o não poder examinar o paciente nem poder tirar uma radiografia, por exemplo. “Mas, através da descrição dos sintomas e de outras informações, nomeadamente o historial médico do doente, pode chegar-se a um pré-diagnóstico. Também posso dar conselhos sobre o que calçar em casa durante a quarentena, por exemplo, ou que exercícios físicos deverão fazer num espaço confinado. Se se tratar de uma infecção, prefiro que se consulte um médico quanto antes.”

Miguel Cunha espera em Maio reabrir gradualmente as suas clínicas em Manhattan. “Não quero pôr ninguém em risco, nem a minha equipa médica nem o público”, nota. “Vamos ter de tomar todas as precauções, nomeadamente um protocolo de distâncias nos consultórios, onde a temperatura das pessoas irá ser medida.”

🥼Miguel Cunha nasceu em Rockville, no estado norte-americano de Maryland, filho dos emigrantes Anselmo e Amália Cunha, naturais de Monção e Lisboa, que trocaram Portugal pela América em 1978.

🥼Começou trajectória académica na University of Maryland, onde tirou Psicologia; mais tarde faria o seu doutoramento em Medicina na Temple University, em Filadélfia, PA – para logo depois completar o estágio obrigatório no Washington Hospital Center da Georgetown University, na capital dos Estados Unidos. Passaria ainda pela Harvard University, para uma especialização em tratamento de doenças crónicas e de pele.

🥼Tem trabalho de investigação publicado no Journal of the American Podiatric Medical Association e pertence a várias organizações médicas norte-americanas.

🥼As suas clínicas, Gotham Footcare, oferecem uma variedade de serviços médicos, incluindo pé de risco (pé diabético, pé neurológico, pé vascular), podologia desportiva (avaliação e tratamento do pé do desportista), podologia no trabalho (avaliação e análise do pé adaptado a cada situação profissional) e podologia preventiva (prevenção das patologias/alterações do pé).

Para mais informações, vá a:

www.gothamfootcare.com

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