COMUNIDADE LUSO-AMERICANA HOMENAGEIA AS VÍTIMAS PORTUGUESAS DO 11 DE SETEMBRO EM CERIMÓNIA NO “GROUND ZERO”
• Por HENRIQUE MANO | Nova Iorque
O Consulado-Geral de Portugal em Nova Iorque promoveu sábado, dia 13, uma cerimónia de homenagem às nove vítimas luso-americanas dos atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001, no 9/11 Memorial and Museum, localizado na baixa de Manhattan.
O momento solene teve como objectivo recordar Manuel da Mota, António da Rocha, Carlos da Costa, António Rodrigues, João Aguiar, Dennis Gomes, Mark Jardim, Christopher Mello e Raymond Rocha, cujos nomes estão gravados no memorial às vítimas. Em cada um dos nomes, foi colocada uma flor e a bandeira de Portugal, num gesto simbólico de memória e respeito.












A cerimónia contou com a presença de diversas figuras da comunidade luso-americana e representantes institucionais, entre os quais a cônsul-geral de Portugal em Nova Iorque, Luísa Pais Lowe, o director de operações do 9/11 Memorial and Museum, Renato Batista, o arquitecto Luís Mendes (que coordenou a operação de remoção de destroços no Ground Zero), o juiz do Tribunal Superior de New Jersey, Alberto Santos, o bombeiro David Simões, o ex-sargento da polícia de parques do estado de Nova Iorque, Manny Vilar, a adida para a Segurança Social, Ana Relvas, o coordenador adjunto para o ensino do português nos EUA, José Carlos Adão, e a presidente da NYPALC, Crystal Fernandes, entre outros membros da comunidade.
Num momento de particular emoção, o sargento reformado Manny Vilar, que esteve destacado na operação de recuperação do Ground Zero, confessou: “Esta cerimónia tem, para mim, um significado muito especial. É a primeira vez, desde que aqui estive enquadrado na operação de recuperação do Ground Zero, que venho a este espaço sagrado. Muitas emoções mistas — não sei como vai ser visitar o museu pela primeira vez e encarar a História de frente. E é triste dizer que os portugueses estão aqui representados, pois obviamente o que se desejava era que ninguém tivesse morrido nas Torres Gémeas”, disse, em declarações ao jornal LUSO-AMERICANO.
O arquitecto Luís Mendes, natural de Lisboa e ainda hoje ligado à cidade de Nova Iorque, recordou o esforço colectivo vivido após os ataques: “Passaram-se muitos anos, mas estes atentados ainda estão nos nossos corações, eu ainda me lembro todos os dias do que aconteceu aqui. Foi uma coordenação de esforços de que realmente nunca me esquecerei”.
Também falando ao nosso jornal, a cônsul-geral Luísa Pais Lowe sublinhou a importância de promover valores de união e humanidade:
“Mais do que nunca, é importante transmitirmos uma mensagem global de paz e de não-violência. Nos tempos que correm, é nosso dever, enquanto comunidade, enquanto representantes institucionais de Portugal em Nova Iorque, contribuirmos para esse objectivo”.
Através desta homenagem, o Consulado-Geral de Portugal em Nova Iorque prestou não só tributo às vítimas portuguesas do 11 de Setembro, como também reafirmou o compromisso da comunidade lusa na luta “pela paz, tolerância e contra todas as formas de terrorismo”.

