CORONAVÍRUS: Número de mortos na China sobe para 25

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O número de mortos na China devido ao surto de coronavírus detectados a cidade de Wuhan, no centro do país, subiu hoje, sexta-feira, para 25 e o de casos confirmados aumentou para 830, revelou a Comissão Nacional de Saúde.

De acordo com as autoridades chinesas, há também 1.072 casos suspeitos.

O novo vírus, que causa pneumonias virais, foi detectado na China no final de 2019.

Além da China, foram já detectados casos em Macau, Tailândia, Taiwan, Hong Kong, Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos.

As autoridades chinesas consideram que o país está no ponto “mais crítico” no que toca à prevenção e controlo do vírus e colocaram em quarentena, impedindo entradas e saídas, três cidades onde vivem mais de 18 milhões de pessoas — Wuhan, a as vizinhas Huanggang e Ezhou.

Num esforço sem precedentes para tentar travar a propagação, cancelaram também as comemorações do Ano Novo chinês em várias localidades, incluindo a capital, Pequim.

Em Portugal, a Direcção-Geral da Saúde anunciou a activação dos dispositivos de saúde pública de prevenção, enquanto o Centro Europeu de Controlo de Doenças elevou para ‘moderado’ o risco de contágio na União Europeia, continuando a monitorizar a situação e a realizar avaliações rápidas de risco.

O Comité de Emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS) optou por não declarar emergência de saúde pública internacional, receando que seja demasiado cedo.

Os primeiros casos do vírus “2019 – nCoV” apareceram em meados de Dezembro na cidade chinesa de Wuhan, capital e maior cidade da província de Hubei, quando começaram a chegar aos hospitais pessoas com uma pneumonia viral.

Os sintomas destes coronavírus são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, incluindo falta de ar.

OMS diz que emergência internacional é prematura

A Organização Mundial de Saúde (OMS) optou ontem, quinta-feira, por não declarar uma emergência internacional.

Após dois dias de reuniões na sede da OMS em Genebra, um comité de emergência formado por médicos especialistas de vários países e convocado pelo diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, descartou, por enquanto, o possível alerta internacional receando que “seja demasiado cedo”.

A OMS reserva a possibilidade de reunir o comité no futuro para discutir novamente uma eventual emergência internacional, o que implicaria a implementação de medidas preventivas a nível global.

Aquele organismo internacional define uma emergência global como um “evento extraordinário” que constitui um risco para outros países e requer uma resposta internacional coordenada.

Emergências globais anteriores foram declaradas para o surgimento do vírus Zika nas Américas, a pandemia da gripe suína e a poliomielite.

Uma declaração de emergência global normalmente traz mais dinheiro e recursos, mas também pode levar governos estrangeiros a precipitarem-se a restringir viagens e comércio aos países afectados.

© Luso-Americano/Agência Lusa