É de origem portuguesa e preside ao comité republicano da cidade de New London, Ct.

KAT GOULART É NETA DE IMIGRANTES AÇORIANOS

Nas eleições de 3 de Novembro próximo, Kat Goulart concorreu a deputada estadual pelo Distrito Eleitoral 39 de Connecticut. Goulart foi a votos pelo partido republicano e teve pela frente o actual ocupante do cargo. A luso-americana é uma das figuras mais visíveis do chamado GOP na cidade de New London, onde, para além de presidente do Comité Republicano, está ligada a diversas iniciativas da sociedade civil. Concorreu já ao mesmo cargo no passado e tentou ainda a sorte como candidata a vereadora em New London.

Kat Goulart é descendente de imigrantes açorianos que se fixaram no Brasil na segunda metade do século XVIII e de cuja safra resultou João Goulart, o 24.º presidente do Brasil. O seu ramo da família corresponde ao primeiro grupo de açorianos que se mudou para o Rio Grande do Sul – depois de uma primeira leva em 1749. O nome original – Goulart – é de origem flamenga e terá sido adulterado em Portugal para a actual escrita; a sua origem provém de famílias da Valónia e de Bruxelas.

O avô paterno emigrou do Brasil para os Estados Unidos e o pai já viria a nascer em Norwich, CT. Kat Goulart acredita existirem largas dezenas de membros do clã na região – muito embora a família se tenha separado em dois núcleos depois de uma zanga na década de 30 do século passado. Por via da avó paterna, Kat é Vasconcelos.

“Muitos dos Goulart nesta área tornaram-se pescadores e estão concentrados entre Stonington, CT e Westerly, RI”, afirma, em entrevista exclusiva concedida ao jornal LA. “Aliás, a bênção da frota que ainda continuam a fazer é das poucas manifestações de portugalidade por estes lados”.

Apesar de ter nascido em New London, Katherine Goulart – de seu nome completo – cresceu em Montville, CT, onde também faria o liceu. Passaria depois pela University of Southern Maine, “mas não me formei. Tenho um espírito muito empresarial, gosto de identificar problemas e encontrar soluções. Optei por um vida estruturada à minha medida”.

Goulart assume-se “republicana moderada, do tipo Rockefeller. Ou seja, socialmente liberal, mas fiscalmente conservadora”. Para a candidata, “todos nós temos algo em comum, apesar das nossas afiliações partidárias. Se quisermos encontrar soluções para resolver os problemas do país ou a nível das nossas comunidades, temos de encontrar esses pontos em comum”.

É igualmente defensora do trabalho de intervenção social, que se deve materializar a nível do voluntariado. “Devemos fazer algo pelos outros para que todos possam avançar na vida”, ensina. “E se nos limitarmos a apenas reclamar, não vamos a lado nenhum”.