EUA | 10.000 postos de trabalho cortados do Departamento da Saúde

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) anunciou esta semana uma “reestruturação drástica” que resultará na eliminação de 10 mil postos de trabalho.

Este corte de pessoal vem somar-se aos cerca de 10 mil  funcionários públicos federais que optaram por abandonar voluntariamente o Departamento de Saúde desde que o Presidente norte-americano, Donald Trump, assumiu o cargo, a 20 de Janeiro deste ano.

De acordo com o HHS, esta reestruturação “poupará aos contribuintes 1.800 milhões de dólares” (equivalentes a cerca de 1.670 milhões de euros).

As saídas voluntárias de trabalhadores e o novo plano de reestruturação implicam a eliminação de aproximadamente um quarto da força de trabalho do departamento, representando uma redução total do pessoal de 82 mil  para 62 mil funcionários a tempo inteiro.

Segundo o The Wall Street Journal, que teve acesso a documentos internos, serão despedidos 3.500 trabalhadores da Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA), o que representa cerca de 19% da mão-de-obra dessa agência, bem como 2.400 trabalhadores dos Centros para o Controlo e a Prevenção de Doenças (CDC), que correspondem a 18%.

Também serão despedidos 1.200 funcionários públicos federais dos Institutos Nacionais de Saúde – 6% da sua força de trabalho – e 300 dos Centros de Serviços Medicare e Medicaid (CDS), representando 4% do seu pessoal.

As mudanças também implicam que as delegações regionais serão reduzidas em 50%: de 10 para cinco.

Relactivamente a este tema, Xavier Becerra, que dirigiu o Departamento de Saúde e Serviços Humanos durante o governo de Joe Biden (2021-2025), previu hoje um desastre.

Nas redes sociais, Becerra, o primeiro latino que dirigiu o HHS, disse que é “difícil” compreender os cortes. Avisou ainda que a medida “tem os ingredientes de um desastre provocado pelo homem”.

Becerra questionou como é que estes cortes são bons para a saúde das pessoas, se “degrada a preparação estratégica e a capacidade de resposta”, do país.