EUA vão rever cartões de residência de “todos” os imigrantes de países suspeitos
O Governo dos EUA anunciou quinta-feira que vai efectuar uma “rigorosa revisão” dos cartões de residente de “todos” os imigrantes de países suspeitos, após o tiroteio contra dois agentes da Guarda Nacional em Washington.
“Sob a direcção do @POTUS [presidente Donald Trump], ordenei uma revisão rigorosa, em grande escala, de cada cartão de residente de cada estrangeiro de cada país preocupante”, informou o director do Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS), Joseph B. Edlow, no X.
A ordem, que não especifica as nações “preocupantes”, surge após a revelação de que um afegão, de 29 anos, Rahmanullah Lakanwal, foi o alegado autor do ataque junto da Casa Branca de dois agentes da Guarda Nacional, tendo um deles não resistido.
A mesma agência já tinha anunciado a suspensão dos pedidos de imigração de afegãos na quarta-feira, minutos depois de uma mensagem à nação de Trump, que culpou as políticas migratórias do seu antecessor, Joe Biden (2021-2025), pela entrada de Lakanwal e pelo subsequente ataque.
Embora as autoridades não tenham detalhado os países afectados, Trump proibiu em Junho a entrada nos Estados Unidos de cidadãos de 12 nações, com o argumento de proteger a “segurança nacional”: Afeganistão, Birmânia, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irão, Líbia, Somália, Sudão e Iémen.
Também restringiu a entrada de cidadãos de outros sete países: Burúndi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turquemenistão e Venezuela.
Na sua mensagem à nação, Trump qualificou o tiroteio como “um acto de ódio” e prometeu endurecer as medidas migratórias contra os afegãos, além de chamar ao suspeito “um animal”.
As autoridades identificaram os agentes como Sarah Beckstrom, de 20 anos, e Andrew Wolfe, de 24, além de revelar que o atacante vivia com a esposa e filhos em Washington.
O director do FBI, Kash Patel, confirmou que Lakanwal trabalhou para uma unidade militar apoiada pela CIA no Afeganistão e mudou-se para os EUA em 2021 no âmbito do programa ‘Operation Allies Welcome’, destinado a apoiar cidadãos afegãos após a retirada militar norte-americana do país.

