FC Porto atropela Moreirense e cimenta liderança isolada

Sob o comando de Francesco Farioli, os azuis e brancos somam 69 pontos e aproveitam o adiamento do jogo do Sporting para cavar um fosso de sete pontos na frente da I Liga. 

O Estádio do Dragão vestiu-se de gala para assistir a mais uma de-monstração de força do FC Porto, que não deu qualquer hipótese ao Moreirense, vencendo por claros 3-0 em jogo relativo à 26.ª jornada da Liga Portugal Betclic. Num ambiente de euforia contagiante, a equipa li-derada pelo italiano Fran-cesco Farioli provou por que razão é a principal candidata ao título este ano, exibindo um futebol de ataque vertiginoso, pressão sufocante e uma eficácia defensiva que continua a ser o pesadelo dos adversários. Com este triunfo categórico, os “dragões” elevaram a fasquia para os 69 pontos, aproveitando da melhor forma o adiamento do compromisso do Sporting frente ao Ton-dela para se isolarem com uma vantagem confortável de sete pontos sobre os seus mais diretos perseguidores. 

A partida começou com um Porto dominador, asfixiando a saída de bola da formação de Mo-reira de Cónegos. A es-tratégia de Farioli, assente na posse de bola e na largura dos alas, rapidamente deu frutos. Logo aos 14 minutos, Gabri Veiga inaugurou o marcador com um remate de belo efeito, após uma combinação coletiva de luxo que deixou a defesa visitante sem reação. O golo cedo deu ainda mais confiança aos portistas, que não baixaram o rit-mo, mantendo o Morei-rense remetido ao seu último reduto. Aos 25 minutos, o momento da tarde: Oskar Pietus-zewski, a nova coqueluche do Dragão, dilatou a vantagem com um cabeceamento fulminante, confirmando o seu excelente momento de forma e a simbiose perfeita com as bancadas. 

No Dragão, esta épo-ca, o FC Porto tem sido quase impenetrável; apenas o Benfica e o Spor-ting conseguiram evitar a derrota neste recinto, somando empates que agora parecem distantes face à forma atual dos líderes. Francesco Farioli geriu as unidades com inteligência, operando substituições que mantiveram a equipa fresca e focada no objetivo. A entrada de sangue novo permitiu ao Porto manter a intensidade, impedindo qualquer esboço de recuperação por parte dos comandados de Rui Borges. 

O golpe de misericórdia surgiu aos 81 minutos, por intermédio de Will-iam Gomes. O 3-0 refletia com justiça a superioridade absoluta de uma equipa que joga de memória e que parece não tremer perante a responsabilidade da liderança. Com o apito final, a festa instalou-se no Porto, com os adeptos a entoarem cânticos de campeão, cientes de que cada jornada que passa aproxima o clube da conquista do troféu. 

O FC Porto prepara agora a próxima etapa desta caminhada com a moral em níveis recorde. O fosso de sete pontos, ainda que provisório devido aos jogos em atraso do Sporting, coloca uma pressão tremenda sobre a concorrência e confirma o Porto como o “alvo a abater” nesta I Liga.