Golo de Anísio Cabral bastou para Portugal ‘tocar no céu’ de Doha

Um golo do avançado Anísio Cabral revelou-se ontem suficiente para Portugal vencer a Áustria na final, por 1-0, e conquistar pela primeira vez o Campeonato do Mundo de futebol de sub-17, em Doha.
Depois de ter assegurado a final do Mundial da categoria pela primeira vez, ao ser mais feliz no desempate por grandes penalidades (6-5), diante do Brasil, a equipa comandada por Bino Maçães ‘tocou no céu’ de Doha, capital do Qatar,
graças ao tento do avançado do Benfica, quando decorria o minuto 32.
No Khalifa International Stadium, em Al Rayyan, os lusos entraram determinados, conseguiram ter muita chegada à baliza e criaram alguns sobressaltos aos defesas austríacos, nomeadamente pelo lado direito do ataque, embora sem conseguir enquadrar os remates.
Apesar do caudal ofensivo e de ser mais objetivo do que o opoente, que apenas tinha sofrido um golo em toda a fase final, a primeira grande ocasião do golo pertenceu aos austríacos, quando Dashihsku apareceu na ‘cara’ de Romário Cunha, com este a encher a baliza e a fazer a ‘mancha’.
Só que Portugal não deixou de carregar e de tentar inaugurar o marcador, algo que aconteceu à passagem do minuto 32, por intermédio de Anísio Cabral, num lance em que o avançado parecia estar em posição irregular, após ser servido de ‘bandeja’ por Duarte Cunha e encostar a bola para o fundo da baliza austríaca.
O segundo tempo começou logo com Romário Cunha a esticar-se para defender a bola vinda de um pontapé de livre direto, da autoria de Deshihsku, com a resposta a acontecer na outra baliza, através de cabeceamento de Mateus Mide.
Com o tempo a encaminhar-se para o final, Bino Maçães refrescou o ataque com as entradas de João Aragão e Yoan Pereira em busca de ampliar a vantagem, mas foi a Áustria a correr, sem surpresas, mais riscos e a ficar muito perto da igualdade.
A atual campeã europeia baixou linhas e acabou por ser bafejada pela sorte, já que um remate do suplente utilizado Daniel Frauscher acertou em cheio no poste, a quatro minutos do apito final.