Greve Geral: Paralisação provocou “cancelamento de cerca de 400 voos”
“No dia 11 de dezembro, a greve provocou o cancelamento de cerca de 400 voos, tendo sido realizados apenas os voos de serviços mínimos, com exceção de duas companhias – easyJet e Ryanair”, anunciou o SNPVCA, na quinta-feira à noite.
Em relação às duas companhias `low cost”, o sindicato acrescenta que, “embora tenham sido residuais, os voos realizados na easyJet, para além dos serviços mínimos, foram operados por chefias ou tripulantes de outras bases, infringindo, uma vez mais, a legislação portuguesa.
Esta situação é inaceitável e repetitiva, pelo que a ACT [Autoridade para as Condições de Trabalho] será novamente chamada a intervir e será instaurado um processo contra-ordenacional à easyJet”.
O sindicato imputa ao Governo “a responsabilidade pelos transtornos causados aos passageiros e pelos gastos inerentes à paralisação deste dia”. “São da inteira responsabilidade da postura in-transigente deste Gover-no”, afirma o SNPVA.
O SNPVCA sublinha que, “apesar da desvalorização feita pelo Governo sobre as percentagens de adesão e da tentativa de descredibilização, a força avassaladora desta greve é evidente, tendo sido inclusive cancelados vários voos nos dias anteriores”, com as empresas a assumirem que “a adesão seria esmagadora, [e] não arriscando um muito provável caos nos aeroportos”.
“Portanto, afirmar que a greve geral foi inexpressiva é não ter noção da realidade ou estar amarrado à sua doutrina ideológica”, acrescenta o comunicado.

