HUDSON VALLEY, NY | Após seis anos de inactividade, um São Martinho para não esquecer

• Por ALCIDES DA SILVA | Colaboração

Depois de quase seis anos de inactividade, o Hudson Valley Portuguese-American Cultural Center (HVPACC) retomou as suas actividades com um evento sobejamente conhecido: a Festa de São Martinho, com castanhas assadas – o tradicional magusto – acompanhadas do imprescindível tintol.

É verdadeiramente reconfortante quando a realidade supera as expectativas – e assim foi. Não tem sido fácil, não é, e provavelmente não o será no futuro. Contudo, uma Junta Directiva diligente e empenhada, um corpo de voluntários sempre presente e activo, e a valiosa colaboração das nossas comunidades, familiares e amigos, desejosos de sã convivência, reencontros e momentos memoráveis, dão-nos confiança num futuro promissor. Sozinhos seria impossível; mas com a compreensão, a ajuda e a cooperação de todos, o HVPACC ganha a força necessária para prosseguir o seu objectivo maior: alcançar a estabilidade e a excelência do Centro.

O convívio marcado para domingo, 16 de Novembro de 2025, no Lomala Civic Center — sede habitual do Centro — acabou por ser, “devido ao invulgar interesse manifestado pela comunidade”, transferido para as instalações dos Knights of Columbus, em LaGrange, NY, com maior capacidade. Ainda assim, esta revelou-se insuficiente face à enorme participação, que superou largamente o que estava inicialmente previsto.
O evento iniciou-se à1:00 da tarde, com as boas-vindas e uma variedade de aperitivos, seguindo-se um almoço substancial e apelativo. As sobremesas, abundantes e irresistíveis, resultaram de uma “inesperada solidariedade de todos, surpreendendo a Junta Directiva pela variedade e quantidade”. Finalmente, chegaram as tão aguardadas castanhas assadas, como manda a tradição de São Martinho.

Parte dos voluntários de serviço na festa de São Martinho do HVPACC

Na cozinha a azáfama também era grande…

Voluntários do HVPACC reconhecidos com um certificado de apreciação

A Junta Directiva deseja aqui expressar, de coração, as mais sinceras desculpas a todos os que, devido ao imprevisto, não puderam participar no evento. Outros virão – e serão sempre recebidos de braços abertos.

Para animar o ambiente efusivo e contagiante, actuaram a banda JucySound, Andreia Miguens e o já familiar Emanuel de Grade, com a sua inseparável concertina. A música despertou em muitos o “bichinho dançarino”, levando adultos e jovens para a pista e fazendo reviver tempos de outrora.

Houve momentos que certamente ficarão na memória. Destacou-se a interpretação, pela JucySound e pelos presentes, dos hinos nacionais de Portugal e dos EUA – instante em que as emoções afloraram intensamente.
Seguiu-se a entrega de reconhecimentos, conduzida pelo Presidente João Nunes, a figuras ligadas à história do Centro, desde a sua fundação até aos dias de hoje: António Amorim (falecido), fundador e primeiro presidente, cuja distinção foi entregue à estimada esposa, Glória; José Sá, presidente cessante; João Nunes, actual presidente; Isabel Alves, secretária cessante; Marina Ferreira, tesoureira cessante e ainda um grupo de colaboradores que dedicou parte do seu precioso tempo para manter viva a chama do Centro.

Este êxito não surgiu por acaso. É fruto de dias, semanas e meses de árduo trabalho. Nunca será demais recordar: não foi, não é, e não será fácil.