IRÃO | A guerra pode chegar à Europa? Especialistas explicam

À medida que um novo conflito espoletou, no Médio Oriente, surgem questões sobre de que forma é que isso poderá afectar a vida dos europeus e do resto do mundo.

O conflito tem impacto nas lideranças mundiais e prova disso é o facto de vários países europeus já se terem posicionado acerca do conflito. Keir Starmer, primeiro ministro britânico, insistiu que Londres não vai juntar-se aos ataques; também a Espanha informou que não vai permitir que as suas bases militares, sejam usadas para ataques; enquanto a França disse estar entrar progressivamente numa nova fase do armamento nuclear, que qualificou de “dissuasão avançada”, face ao crescente perigo em que se vive actualmente. Contudo, estarão estes, ainda assim, imunes à guerra?

Segundo um investigador do Royal United Services, Sidharth Kaushal, Roma, Copenhaga, Budapeste e Atenas podem não estar imunes a serem atingidos.

Segundo o mesmo especialista, “sempre se especulou que um conflito destes seria o veículo de lançamento de uma ogiva nuclear, caso os iranianos tivessem desenvolvido uma”. E em referência a isso, usa como exemplo o míssil Khorramshahr 4 que foi, alegadamente, desenvolvido pelo Irão.

Apresentado em 2023, possuía a ”capacidade de escapar da detecção do radar e penetrar nos sistemas de defesa aérea do inimigo, graças à sua baixa assinatura radar”, indicou na altura o ministro da Defesa, o general Mohammad Reza Ashtiani .

Ao The Mirror, o especialista britânico refere que este míssil “em caso de ser lançado”, poderá “atingir grandes áreas da Europa, incluindo a Grécia, Itália, Alemanha, Polónia e Dinamarca”.

Segundo a mesma publicação, os ataques aéreos conjuntos dos EUA e de Israel também aumentaram os receios de que o Irão possa usar células terroristas adormecidas para atacar alvos em toda a Europa. Uma célula adormecida normalmente infiltra-se num país e esconde-se à vista de todos até ser activada para realizar ataques terroristas.

Recorde-se, que a própria Alemanha alertou para esta situação. Segunda-feira, Marc Henrichmann, membro da comissão de inteligência do parlamento alemão, chamou à atenção que os ataques não se limitarão ao Médio Oriente e lembrou que o conflito não se limitará apenas à região. “A vigilância é a ordem do dia”, instou.