José Sócrates novamente sem advogado no julgamento da Operação Marquês

José Sócrates, principal arguido na Operação Marquês, ficou esta terça-feira novamente sem advogado, depois de Sara Leitão Moreira ter apresentado renúncia ao mandato com efeitos imediatos, alegando falta de tempo para preparar a defesa.

A advogada, nomeada há cerca de duas semanas, pediu cinco meses para analisar o processo, mas o coletivo de juízes, presidido por Susana Seca, concedeu apenas 10 dias e marcou o reinício do julgamento para hoje. Considerando o prazo “manifestamente insuficiente”, Sara Leitão Moreira defendeu que não estavam asseguradas as condições para um processo justo e abandonou a sala de audiências, apesar de informada de que a renúncia só produz efeitos após notificação do arguido.

Perante sucessivas renúncias na defesa do antigo primeiro-ministro, o tribunal determinou a notificação da Ordem dos Advogados para nomear um defensor para os autos, interrompendo o julgamento sem data para retoma.

Esta é a terceira interrupção do julgamento devido à saída de mandatários de Sócrates, de 68 anos, pronunciado por 22 crimes, incluindo três de corrupção. O processo envolve 21 arguidos e 117 crimes económico-financeiros alegadamente praticados entre 2005 e 2014.