MADEIRA. Miguel Albuquerque diz que comunidade madeirense na Venezuela “está calma”

O presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, disse quinta-feira que a comunidade madeirense na Venezuela “está calma”, apesar da “tensão elevada” no país, tendo sido revogadas as licenças de operação de várias companhias aéreas, entre as quais a TAP.

“A nossa comunidade está calma, não há nenhum problema do ponto de vista político”, disse o governante insular, reforçando não haver “envolvimento político” da comunidade nesta situação.

Miguel Albuquerque falava aos jornalistas à margem de uma visita ao espaço “Lugar das Vivências”, no Funchal, um projecto da Associação Garouta do Calhau, que acompanha 16 utentes com 65 ou mais anos durante o horário laboral dos familiares.

“A questão é fundamentalmente política e de tensão geopolítica [entre a Venezuela e os Estados Unidos] e temos que aguardar a evolução dos acontecimentos”, disse Miguel Albuquerque.

O chefe do executivo regional (PSD/CDS-PP) sublinhou, no entanto, ser necessário prestar “grande atenção” à situação, considerando a dimensão e importância da comunidade no país.

“Não sei, nem ninguém sabe, o que vai acontecer, mas neste momento a tensão está muito elevada e temos que levar em linha de conta que é preciso termos uma grande atenção a um país como a Venezuela, onde temos uma comunidade muito importante”, reforçou.

A TAP disse quinta-feira que a falta de condições de segurança, impostas pelos seus padrões internos e pelo regulador, não permite voar para a Venezuela de momento, garantindo que quer continuar a servir a diáspora na região.

O Governo venezuelano cumpriu a ameaça e revogou as licenças de operação de várias companhias aéreas internacionais, entre as quais a TAP, acusando-as de se “unirem aos actos de terrorismo” promovidos pelos EUA.

Horas depois do prazo estipulado pelas autoridades venezuelanas às companhias aéreas, o Ministério dos Transportes da Venezuela e o Instituto Nacional de Aeronáutica Civil (INAC) do país anunciaram na quarta-feira a decisão, que afecta a Iberia, a TAP, a Avianca, a Latam Colombia, a Turkish Airlines e a Gol.

A Iberia, a TAP, a Avianca, a Latam Colombia, a Turkish Airlines e a Gol tinham cancelado voos de e para Caracas depois de a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) ter recomendado, na sexta-feira, que as companhias aéreas comerciais “exercessem extrema cautela” ao sobrevoar a Venezuela e o sul das Caraíbas devido ao que considera “uma situação potencialmente perigosa na região”.