Medalha que nunca esteve segura fez Vilaça feliz após nove meses sob pressão
O jovem atleta português, Vasco Vilaça sentiu-se aliviado quando subiu ao pódio do Mundial de triatlo, por não ter falhado “no fim”, com o seu terceiro lugar a coroar “longos nove meses sob pressão”.
Quase três semanas depois de ter acabado o Campeonato do Mundo em terceiro, o triatleta português de 25 anos já absorveu o momento, revelando agora à agência Lusa que a sua “nunca foi exactamente uma medalha segura”.
Em Wollongong, na Austrália, Vilaça entrou mal na natação, teve de trabalhar “muito no ciclismo para tentar chegar mais perto da frente” e, na corrida, a sua especialidade, conseguiu recuperar, garantindo o bronze após uma prova em que “foi tudo a acontecer até à última hora” e teve a ajuda dos compatriotas Ricardo Batista e Miguel Tiago Silva.
Enquanto disputava a finalíssima, na qual foi quinto, o luso ia tentando controlar os seus adversários na luta pelo pódio no Mundial, conquistado pelo australiano Matthew Hauser, com 4.250 pontos.
“Não tentei fazer muitas contas, porque acho que é mais importante focar-me em ter a melhor prova possível, porque quando começo a pensar, a fazer contas, [a ver] onde é que está quem, estou a perder energia que podia usar”, explicou.

