NEW JERSEY | Custos de energia e tarifas preocupam empresas, revela sondagem de grupo industrial
O aumento dos custos de energia, que tem pesado no orçamento de muitos residentes do estado este ano, é também uma preocupação crescente para as empresas de New Jersey, que lutam para manter os preços estáveis para os consumidores.
Este é um dos principais pontos destacados na mais recente sondagem anual junto de líderes empresariais do estado, divulgada pela New Jersey Business & Industry Association (NJBIA), com sede em Trenton.
Quase 80% dos inquiridos na sondagem afirmaram que os seus negócios foram moderadamente ou significativamente afectados pelo aumento dos custos de energia este ano.
Dentro deste grupo, quase 40% disseram ter aumentado os preços em resposta ao aumento dos custos energéticos, segundo os resultados divulgados na segunda-feira pela influente organização de lobby empresarial do estado, que realiza este inquérito junto de proprietários e directores de empresas há quase sete décadas.
Nos últimos meses, os legisladores estaduais avançaram com várias propostas de lei em resposta ao aumento dos custos de energia, incluindo contas mensais de electricidade que subiram, em média, 20% durante o Verão.
A governadora eleita, Mikie Sherrill, também prometeu congelar as contas de serviços públicos quando tomar posse no próximo mês, como parte de um plano mais amplo para aliviar os aumentos cobrados pelos fornecedores de energia devido à crescente procura.
No entanto, entre as quase 570 empresas que responderam à sondagem deste ano sobre perspectivas de negócios da NJBIA, mais de 80% disseram não ter confiança de que os custos de energia irão diminuir em 2026.
As tarifas comerciais são outra preocupação emergente para muitas empresas de New Jersey, incluindo pequenas empresas, que representaram cerca de 65% dos inquiridos, segundo a NJBIA.
No total, quase 50% dos participantes afirmaram que as suas cadeias de abastecimento foram afectadas pelas tarifas este ano, na sequência de uma agressiva guerra comercial estrangeira iniciada pelo Presidente Donald Trump após a sua tomada de posse este ano.
Entre os afectados, mais de 60% disseram não ter qualquer confiança de que conseguiriam absorver os custos adicionais provocados pelas tarifas sem os repassar aos consumidores. Mais de 20% afirmaram ter reduzido ou baixado a qualidade dos seus inventários em resposta às tarifas.
Para além destas preocupações emergentes, muitas empresas em New Jersey continuam a enfrentar questões de longa data, apontadas repetidamente pelos responsáveis da NJBIA, incluindo elevados impostos e taxas, bem como dificuldades com licenciamento e permissões.
Contudo, este ano, menos inquiridos esperam obter lucros em 2026 comparado com o mesmo período do ano passado. O número de empresas que projectam um aumento nas vendas em 2026 também caiu ligeiramente em relação à sondagem do ano passado, segundo a NJBIA.
“Estes resultados mostram uma grande necessidade de políticas mais favoráveis às empresas, num contexto de lucros e expectativas em declínio,” disse Michele Siekerka, presidente e CEO da NJBIA.
Além disso, os desafios de acessibilidade enfrentados por muitas empresas de New Jersey parecem afectar mais do que apenas os preços que os consumidores pagam por bens e serviços no estado.
Para muitas empresas, estes desafios influenciam também os planos mais recentes relativos a aumentos salariais e contratação, de acordo com a sondagem.
Na sondagem do ano passado, quase 80% dos inquiridos disseram ter aumentado os salários dos funcionários em 2024. Este ano, menos de 70% afirmaram ter feito aumentos em 2025.
Mais de 60% dos inquiridos disseram ainda manter a taxa de emprego nas suas empresas durante este ano. Porém, quase 20% afirmaram ter reduzido a mesma, de forma moderada ou significativa, em 2025.
Olhando para o futuro, apenas 16% dos inquiridos esperam que a economia de New Jersey melhore nos primeiros seis meses de 2026.
Por outro lado, os participantes mostraram-se ligeiramente mais optimistas quanto à economia nacional, com 40% a prever condições melhores nos primeiros seis meses de 2026.

