NEW JERSEY | Luso-americanos na carreira policial: Kevin Fernandes
• Por HENRIQUE MANO | Elizabeth, NJ
Kevin Fernandes, de 38 anos, é um exemplo do percurso de muitos luso-americanos que cresceram em New Jersey, mantendo uma ligação às suas origens portuguesas enquanto constroem uma carreira ao serviço da comunidade.
Filho de mãe natural de Gouveia e de pai oriundo de Lisboa, Kevin nasceu em Elizabeth, New Jersey, cidade onde viveu toda a sua vida. A mãe emigrou para os Estados Unidos ainda adolescente, com cerca de 14 ou 15 anos, enquanto o pai chegou ao país com apenas dois anos de idade.

Foto: JORNAL LUSO-AMERICANO | O agente Kevin Fernandes, do Union County Sheriff’s Office
O interesse pela área da aplicação da lei surgiu cedo, segundo contou o agente em entrevista ao jornal LUSO-AMERICANO. Ainda durante o ensino secundário, Kevin já ponderava seguir uma carreira policial. O primeiro passo concretizou-se quando foi contratado como dispatcher (operador de comunicações) em Kenilworth, NJ, experiência que reforçou a sua vocação.
Mais tarde, ingressou na academia de polícia em Scotch Plains, onde completou a sua formação. Tornou-se agente por volta dos 26 anos, iniciando funções em Kenilworth. Em 2016, deu um novo rumo à sua carreira ao integrar o Union County Sheriff’s Office, onde exerce funções até hoje.
Atualmente, Kevin Fernandes trabalha nos tribunais do condado em Elizabeth, mais concretamente no edifício do tribunal de família, desempenhando um papel importante no funcionamento do sistema judicial.
Apesar de não falar português fluentemente, mantém alguma ligação à língua. Recorda que, em criança, quando visitava Portugal com maior frequência, comunicava melhor em português. No entanto, após mais de duas décadas sem regressar ao país, reconhece ter perdido parte dessa fluência, embora continue a compreender grande parte do idioma. Ainda assim, manifesta o desejo de voltar a aperfeiçoar o seu português.
Quanto ao futuro, Kevin tem ambições claras: progredir na carreira e alcançar o posto de sargento antes da reforma. “Gostava de subir na hierarquia e ver até onde consigo chegar”, afirma, demonstrando determinação em continuar a servir e evoluir profissionalmente.

