Portugal empata no Azteca em teste de “reabertura”

A Seleção Nacional de futebol empatou a zero frente ao México, no passado sábado, num encontro de preparação para o Campeonato do Mundo de 2026. Disputado na Cidade do México, o jogo revestiu-se de uma carga simbólica especial, servindo de palco para a reabertura oficial do histórico Estádio Azteca, que se prepara para ser o primeiro recinto a acolher três edições de Mundiais.

Apesar do nulo no marcador, o teste foi considerado valioso para o selecionador Roberto Martínez. Privado do capitão Cristiano Ronaldo, o técnico espanhol aproveitou a ocasião para promover diversas alterações no “onze” inicial, testando novas dinâmicas táticas e observando jogadores que procuram garantir o seu lugar na convocatória final. Sem o seu principal goleador, Portugal sentiu algumas dificuldades na finalização, mas demonstrou solidez defensiva perante uma seleção mexicana extremamente motivada pelo apoio fervoroso do seu público.

Com este resultado, a equipa das “Quinas” mantém uma estatística assinalável: a invencibilidade histórica frente aos mexicanos. Em seis confrontos realizados até à data, Portugal soma três vitórias e três empates, confirmando-se como um adversário tradicionalmente difícil para a formação da América do Norte.

O encontro no Azteca não foi apenas um exercício desportivo, mas também uma adaptação logística e física. Jogar na altitude da Cidade do México faz parte da estratégia da Federação Portuguesa de Futebol para aclimatar os jogadores às condições que encontrarão em 2026. A comitiva lusa viaja agora para Atlanta, nos Estados Unidos, onde enfrentará a seleção norte-americana na próxima terça-feira, em novo particular de elevado grau de exigência.

No horizonte está o Mundial 2026, que decorrerá de 11 de junho a 19 de julho, numa organização conjunta entre EUA, Canadá e México. Portugal já conhece o seu destino inicial na prova, estando inserido no Grupo K. A Seleção terá como adversários a Colômbia e o Uzbequistão, aguardando ainda o desfecho do play-off intercontinental — a disputar entre a República Democrática do Congo e a Jamaica — para conhecer o terceiro oponente.

Este ciclo de jogos em solo americano é visto pela equipa técnica como fundamental para consolidar o grupo. Martínez tem enfatizado a importância de criar “memória competitiva” nestes estádios, garantindo que os leitores e adeptos podem esperar uma equipa mais rotinada e preparada quando a bola começar a rolar oficialmente no verão de 2026. O empate no México, embora sem o brilho dos golos, serviu para reafirmar a consistência de um grupo que ambiciona chegar longe no próximo torneio mundial.