Presidenciais começam a desenhar-se como as mais concorridas e imprevisíveis

Um número recorde de candidatos apoiados por partidos e o facto de um independente, sem experiência política, estar entre os favoritos segundo as sondagens, tornam as eleições presidenciais de janeiro particularmente imprevisíveis e entre as mais concorridas de sempre.

Depois de 10 anos com Marcelo Rebelo de Sousa na Presidência da República, que conseguiu sempre ser eleito à primeira volta, a larga distância do segundo classificado, as eleições presidenciais deste ano já se começam a desenhar como particularmente imprevisíveis e com forte probabilidade de passarem a uma segunda volta, o que aconteceu uma única vez na história da democracia portuguesa, em 1986.

Sem o actual presidente na corrida, estas presidenciais estão desde já em vias de se tornar nas mais concorridas de sempre, ultrapassando o recorde registado em 2016, quando houve 10 candidatos.

A pouco mais de um mês das eleições, há já mais de 40 pré-candidatos anunciados, número que deverá reduzir-se significativamente, tendo em conta que cada candidatura terá ainda de ser validada pelo Tribunal Cons-titucional e necessita das assinaturas de pelo me-nos 7.500 cidadãos eleitores.

No entanto, mesmo caso o número de candidatos possa ser significativamente inferior, há já uma novidade nestas eleições presidenciais: há sete candidatos que receberam o apoio formal de um partido com assento parlamentar, o que é inédito na história da democracia portuguesa.