SC Braga derrotado na Hungria por 2-0
O SC Braga entrou ontem em campo com a responsabilidade de defender o prestígio luso nas competições europeias, mas a viagem à capital húngara revelou-se um autêntico teste de sobrevivência. Perante cerca de 19.859 adeptos fervorosos, os bracarenses sentiram dificuldades em adaptar-se à intensidade e ao pragmatismo do conjunto liderado por Robbie Keane.
A primeira parte foi um exercício de paciência. O Braga tentou assumir as rédeas do jogo, circulando a bola com critério e procurando explorar as alas através de Bruma e Roger Fernandes. Contudo, o Ferencváros mostrou-se extremamente compacto, fechando os caminhos centrais e apostando em transições rápidas que feriam a defensiva minhota.
O momento que mudou o rumo do encontro aconteceu aos 32 minutos. Após uma perda de bola em zona proibida, Gabi Kanichowsky recebeu fora da área e, com um remate seco e rasteiro, bateu o guardião bracarense para inaugurar o marcador. O golo foi um balde de água gelada para as aspirações de Carlos Vicens, que via a sua equipa perder o controlo emocional do jogo.
Na segunda parte, o Braga subiu as linhas e intensificou a pressão. Rodrigo Zalazar, uma das figuras mais inconformadas, tentou por várias vezes alvejar a baliza de Dibusz, mas a pontaria não estava afinada. Aos 67 minutos, o médio uruguaio dispôs da melhor ocasião para empatar, mas o remate saiu ligeiramente ao lado do poste direito.
Quem não perdoou foi a equipa da casa. Apenas um minuto depois, num contra-ataque letal, L. Joseph apareceu livre de marcação no coração da área para finalizar com classe e estabelecer o 2-0 final. O golpe foi duríssimo e, apesar das alterações feitas por Vicens lançando unidades frescas para o ataque , o marcador não sofreu mais alterações até ao apito final.
Com este resultado, o SC Braga regressa a Portugal com uma montanha difícil de escalar. A desvantagem de dois golos obriga os minhotos a uma exibição de gala no jogo da segunda mão, agendado para a próxima quarta-feira, 18 de março, no Estádio Municipal de Braga.
Para seguir em frente na competição, os “Guerreiros” terão de vencer por três golos de diferença (ou por dois para forçar o prolongamento).
A eficácia ofensiva será o fator determinante, e o apoio do público na Pedreira será, mais do que nunca, o 12.º jogador necessário para carimbar a passagem aos quartos de final da equipa lusa à Liga Europa.

