Ucrânia | Kremlin reconhece vontade de alguns países europeus retomarem diálogo
O Kremlin considerou hoje positiva a vontade manifestada por alguns países europeus, incluindo Itália e França, de restabelecer o diálogo com a Rússia, interrompido após o início da invasão russa à Ucrânia, em 2022.
“Se isso refletir realmente a visão estratégica dos europeus, trata-se de uma evolução positiva da sua posição”, declarou aos jornalistas o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, afirmando ter “tomado nota das declarações feitas nos últimos dias por vários dirigentes europeus”.
“Em Paris, em Roma e até em Berlim, disseram que era necessário falar com os russos para garantir a estabilidade na Europa. Isso corresponde totalmente à nossa visão”, prosseguiu Peskov.
Em contrapartida, criticou a posição do Reino Unido, que “permanece, por enquanto, radical” e que “não deseja contribuir para o estabelecimento da paz”.
“A posição de Londres é de natureza destrutiva”, acrescentou.
No início deste mês, a chefe do Governo italiano, Giorgia Meloni, considerou que “chegou o momento em que a Europa também deve falar com a Rússia”, defendendo a criação de um “enviado especial” europeu que permita falar a uma só voz.
O presidente francês, Emmanuel Macron, tinha considerado, em Dezembro de 2025, que voltaria a ser “útil” para os europeus “falar com Vladimir Putin”, no âmbito de um “diálogo completo com a Rússia”.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou, por seu lado, na quarta-feira, que “encontrar um equilíbrio a longo prazo com a Rússia” permitiria à União Europeia (UE) “encarar o futuro com mais confiança”.
Os europeus cortaram, em geral, relações com Moscovo, salvo raras excepções, após o início da ofensiva russa em grande escala contra a Ucrânia, em Fevereiro de 2022, anunciando a intenção de isolar Vladimir Putin do Ocidente.

