Um desafio épico com 23 especiais e 345 quilómetros cronometrados
O Automóvel Club de Portugal (ACP) revelou oficialmente, a 26 de fevereiro de 2026, os contornos daquela que promete ser uma das edições mais exigentes e ambiciosas da última década. A 59.ª edição do Vodafone Rali de Portugal, agendada para decorrer entre os dias 7 e 10 de maio, apresenta um figurino reforçado que eleva a fasquia competitiva ao dispor de um total de 23 classificativas e 345 quilómetros cronometrados, num percurso total que ascende aos 1.862 quilómetros.
A organização, sob a liderança de Carlos Barbosa, apostou num regresso ao formato de alta intensidade, mantendo o centro operacional na Exponor, em Matosinhos, mas reforçando a estratégia de descentralização que leva o espetáculo do WRC às regiões Centro e Norte do país. A competição arranca formalmente na quinta-feira, 7 de maio, com a cerimónia oficial em Coimbra, seguindo-se imediatamente para os troços de Águeda, Sever do Vouga e Albergaria-a-Velha, culminando na sempre mediática e concorrida Super Especial da Figueira da Foz.
O desenho desta edição de 2026 foi meticulosamente planeado para testar a resistência extrema de máquinas e o talento dos pilotos em terrenos diversificados. Na sexta-feira, o foco incide no Centro de Portugal, com passagens duplas pelos troços históricos e tecnicamente exigentes de Lousã, Góis, Arganil e Mortágua. Já no sábado, a caravana ruma a Norte para enfrentar o troço de Amarante — o mais longo e desgastante desta edição — além de passagens por Vieira do Minho, Felgueiras e Cabeceiras de Basto, encerrando o dia com a festa do automobilismo na icónica pista de Lousada. O culminar da prova acontece no tradicional “Super Domingo”, em Fafe, onde a mítica Power Stage e o célebre salto da Pedra Sentada ditarão o vencedor final perante uma moldura humana incomparável que caracteriza o público português.
Para além do espetáculo desportivo, o impacto económico e a sustentabilidade do evento foram aspetos fundamentais sublinhados pelo presidente do ACP. Carlos Barbosa destacou a importância estratégica da prova para o turismo nacional, estimando que o rali continue a gerar retornos financeiros recorde e a consolidar Portugal como uma referência mundial na organização de grandes eventos. A preparação técnica das equipas terá o seu primeiro grande teste oficial logo na quarta-feira, 6 de maio, com o shakedown em Baltar, Paredes, onde se farão os últimos ajustes mecânicos para enfrentar o exigente e técnico cascalho lusitano, num rali que se antevê memorável para a história do desporto motorizado.

