PRESIDENTE DO FC PORTO: Benfica lamenta alegações de Villas-Boas

O Benfica lamentou quarta-feira as “alegações infundadas” do FC Porto sobre um negócio entre Rui Costa, presidente dos ‘encarnados’, e o candidato à Liga Reinaldo Teixeira há 20 anos, na semana anterior ao clássico entre os dois clubes.

Em comunicado, o Benfica “rejeita com total veemência as insinuações proferidas no comunicado emitido pela actual administração do FC Porto”, no qual os ‘azuis e brancos’ questionaram a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) sobre uma “relação de privilégio entre o coordenador dos delegados e um dirigente de um dos clubes participantes nas competições”.

“Lamentamos profundamente que, com manifesta má-fé e motivações de natureza oportunista, se procure colocar em causa a integridade de pessoas e instituições, recorrendo a alegações infundadas sobre um negócio comercial totalmente legítimo e transparente, celebrado em 2005, ou seja, há 20 anos, ainda o actual presidente do Benfica era jogador do AC Milan”, lê-se no comunicado do Benfica.

Reinaldo Teixeira, presidente da Associação de Futebol do Algarve, é candidato nas eleições para a LPFP, marcadas para 11 de Abril, concorrendo com José Gomes Mendes, presidente da Assembleia Geral do organismo.

O Benfica denuncia o comportamento dos ‘azuis e brancos’ neste ato eleitoral, para o mandato intercalar 2025-20-27, que visa eleger o sucessor de Pedro Proença, actual líder da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

“Sobre as eleições para a LPFP, não estranhamos que o presidente do FC Porto tenha manifestado sucessivamente, em diversas reuniões e conversas, o seu apoio à candidatura de Reinaldo Teixeira, como é do conhecimento da maioria, se não da totalidade, dos clubes da I Liga e II Liga, e hoje apoie uma candidatura própria, por si desenhada”, remata o Benfica.

Nesse sentido, os ‘encarnados’ recordam as declarações do presidente do FC Porto, André Villas-Boas, na segunda-feira, no 111.º aniversário da FPF, em que criticou o facto de que “alguns clubes estão agarrados a compromissos de palavra”.