UE. Continente europeu enfrenta “maior desafio” desde a década de 1940

Durante um debate sobre as prioridades da presidência do Conselho da UE encabeçada por Copenhaga até Dezembro, no Parlamento Europeu (PE), em Estrasburgo (França), Mette Frederisen fez uma reedição da prioridade da presidência polaca que ocupou a primeira metade de 2025: reforçar a segurança dos 27 países do bloco comunitário.

Para a primeira-ministra dinamarquesa, o continente europeu está a enfrentar o “maior desafio desde a década de 1940”, aludindo a Segunda Guerra Mundial.

Hoje, prosseguiu, a Europa está a braços com “a guerra brutal de [Vladimir] Putin” contra a Ucrânia, a pressão nas fronteiras externas e um conflito no Médio Oriente”, assim como as consequências socioeconómicas que derivam destes acontecimentos.

Para a presidência dinamarquesa, é necessário continuar todo o trabalho que começou em Janeiro e até antes, nomeadamente a conclusão do acordo com os países do Mercosul (Argentina, Brasil, Bolívia, Paraguai e Uruguai), avançar na competitividade da UE e, sobretudo, continuar a reforçar as áreas da defesa e segurança.

“Temos de saber levantar-nos pelos nossos próprios meios”, defendeu, pedindo um reforço da indústria da defesa com os olhos postos na Ucrânia.

“Devemos continuar a apoiá-los, como pudermos e pelo tempo que for necessário”, acrescentou.

Frederiksen considerou que os 27 países do bloco político-económico são “muito mais do que o alcance dos países e a soma das populações”. A UE é, “acima de tudo, uma ideia”, que se escreve pelo respeito “pela liberdade, democracia e o Estado de direito