FACTOS: Cristiano Ronaldo não esteve no funeral de Diogo Jota

Um vídeo partilhado no perfil do Facebook de um adepto do Real Madrid oriundo de El Salvador, já com mais de 1 milhão de visualizações, alega mostrar a chegada de Cristiano Ronaldo a Portugal para participar no funeral dos futebolistas Diogo Jota e André Silva, que morreram num acidente rodoviário em Espanha na última quinta-feira

As imagens mostram Ronaldo a sair de um autocarro, a entrar num edifício envidraçado e a passar nos detectores de raio-X habitualmente instalados em aeroportos. 

Mostram, também, alguns elementos fardados e elementos da segurança, sem que seja imediatamente claro a que forças de segurança pertencem.

Circulam também outras fotos e vídeos da alegada vinda do internacional português para participar nas cerimónias fúnebres, incluindo este da alegada chegada ao funeral, já com mais de 100 mil visualizações.

Uma análise simples dos vídeos complementada por uma pesquisa reversa de algumas ‘frames’, efectuada pelo novo serviço da agência Lusa (Lusa Verifica), permite constatar que ambos os vídeos correspondem a imagens de arquivo.

No primeiro caso das imagens do aeroporto, trata-se de um vídeo de 2018 relativo à partida da selecção portuguesa do Mundial desse ano, realizado na Rússia, informação corroborada por arquivos de vários media internacionais. 

Era isso que indicavam as fardas com a designação ‘OMOH’, uma conhecida unidade especial da Guarda Nacional da Rússia.

Idem para o segundo vídeo já partilhado dezenas de vezes em várias redes sociais. 

Na verdade, são imagens de arquivo de 2023, da visita de CR7 ao Jardim Botânico de Singapura.

‘Além disso, uma pesquisa rápida nos media online portugueses, incluindo na Lusa, permite constatar que Cristiano Ronaldo não esteve em Portugal nessa data, facto também referido por adeptos e comentadores.

É falso, portanto, que Cristiano Ronaldo tenha viajado no sábado para Portugal para participar nas cerimónias fúnebres dos futebolistas Diogo Jota e André Silva. 

Os vídeos que circulam nas redes sociais são de arquivo e há vários artigos de órgãos de comunicação social nacionais e internacionais que atestam a ausência do internacional português.