COVID-19. Farmácias do “Estado Jardim” adiam vacinação por falta de orientações claras

A administração da nova vacina contra a COVID-19 está a ser adiada por várias farmácias em Nova Jérsia, devido à falta de orientações claras sobre quem pode ser vacinado, cobertura de seguros e responsabilidade legal. Apesar de algumas farmácias, como a CVS, já estarem a aceitar marcações, outras — como a Walgreens — aguardam por indicações formais das autoridades de saúde.

O presidente da Associação de Farmacêuticos de Nova Jérsia, Brian Pinto, afirma que os profissionais têm dúvidas sobre a legalidade de administrar a nova vacina sem recomendações actualizadas do CDC, cujo comité só se reúne a 18 de Setembro.

As novas regras da FDA restringem a vacinação a maiores de 65 anos ou pessoas com doenças crónicas, como diabetes e asma, deixando de fora a população em geral. Esta alteração levanta preocupações jurídicas para os farmacêuticos, caso ocorram reacções adversas.

O Secretário da Saúde, Robert F. Kennedy Jr., conhecido opositor das vacinas, alertou que orientações fora das listas oficiais do CDC podem não estar protegidas pela lei de indemnização por reacções adversas, aumentando ainda mais as dúvidas entre os profissionais.

Especialistas em saúde pública, como a epidemiologista Stephanie Silvera, alertam que a falta de clareza e os custos associados (225 dólares para quem não tem seguro) criam barreiras ao acesso à vacinação, especialmente numa altura em que os casos estão a aumentar.

O governo estadual diz estar a trabalhar para garantir acesso equitativo à vacina e promete ajustar as orientações consoante as recomendações federais.

É importante destacar que os casos de COVID-19 têm vindo a aumentar no “Estado Jardim” — de 463 no final de Junho para 1.205 a 23 de Agosto.