Apoio e contestação marcam visita de Lula
A visita do Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, a Portugal ficou marcada por manifestações de apoio e contestação em frente ao Palácio de Belém, onde algumas centenas de pessoas se concentraram em lados opostos da mesma avenida.
De um lado, apoiantes do partido Chega, liderados por André Ventura, entoaram palavras de ordem críticas ao chefe de Estado brasileiro, defendendo uma posição firme contra a corrupção. Durante a intervenção, Ventura afirmou que “já há muitos corruptos” e rejeitou a presença de mais casos associados à política.

A poucos metros, no jardim Afonso de Albuquerque, apoiantes ligados ao Partido dos Trabalhadores reuniram se com mensagens de apoio a Lula da Silva, apelando à paz e à rejeição do fascismo. Com bandeiras e cânticos, destacaram o papel do líder brasileiro e a importância das relações entre os dois países.
As manifestações coincidiram com o encontro institucional entre Lula da Silva e o primeiro-ministro Luís Montenegro, no Palácio de São Bento, no âmbito de uma visita oficial centrada em temas bilaterais, incluindo imigração e integração da comunidade brasileira.
Portugal acolhe uma das maiores comunidades brasileiras no estrangeiro, estimada em mais de 700 mil pessoas, fator que reforça a relevância dos temas em discussão. As autoridades brasileiras sublinham a importância do diálogo contínuo com Portugal, nomeadamente no combate à xenofobia e na garantia de segurança jurídica para os seus cidadãos.
A presença de um forte dispositivo policial garantiu a separação dos grupos, numa tarde em que os protestos se intensificaram com a chegada do Presidente brasileiro a Belém.

