GUERRA UCRÂNIA | EUA continuam disponíveis como mediadores 

Os Estados Unidos continuam disponíveis para se assumir como mediadores no conflito entre a Rússia e a Ucrânia, declarou esta terça-feira o secretário de Estado Marco Rubio, após uma ofensiva russa massiva contra Kyiv.

“Os Estados Unidos estão prontos e dispostos a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para facilitar o fim desta guerra, e esperamos que a oportunidade surja a qualquer momento”, disse Rubio aos jornalistas durante uma visita oficial à Índia, e na sequência de uma conversa telefónica com o seu homólogo russo, Serguei Lavrov.

Na noite de sábado para domingo, bombardeamentos intensos atingiram Kyiv e a região envolvente, provocando pelo menos quatro mortos, poucos dias após um ataque ucraniano mortal contra um liceu numa zona ocupada pela Rússia.

“Cada vez que vemos estas grandes ofensivas de parte a parte, lembramo-nos do quão terrível é esta guerra (…) e que tem de terminar”, observou Rubio.

A Rússia apelou na segunda-feira aos cidadãos estrangeiros residentes na capital ucraniana, incluindo pessoal diplomático, para abandonarem Kyiv antes de novos ataques contra “centros de decisão” e “empresas do complexo militar-industrial”.

O alerta surgiu no dia seguinte a um forte ataque russo contra a Ucrânia, no qual Moscovo usou um míssil com capacidade nuclear.

O bombardeamento, realizado na madrugada de domingo, utilizou, de acordo com a Força Aérea ucraniana, 690 sistemas de ataque aéreo, incluindo drones e mísseis de vários tipos e teve Kyiv como alvo principal.

Segundo o último balanço das autoridades ucranianas, citado pela agência francesa de notícias AFP, o bombardeamento russo causou pelo menos quatro mortos e mais de 100 feridos.