IRÃO | Líder supremo prevê que Israel vai acabar e EUA perdem poder
O líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, considerou terça-feira que os Estados Unidos estão a perder poder no Médio Oriente e que Israel se aproxima do fim, numa mensagem alusiva à peregrinação anual a Meca.
“Os Estados Unidos não só deixarão de ter um refúgio seguro para as suas irregularidades e para estabelecer bases militares na região, como, dia após dia, se afastam mais da antiga posição”, afirmou.
Mojtaba Khamenei não é visto em público nem em imagens desde que foi nomeado líder supremo, em 8 de março, em substituição do pai, Ali Khamenei, assassinado no primeiro dia da guerra israelo-americana contra o Irão.
O líder religioso considerou que, após a guerra com o Irão iniciada a 28 de fevereiro, “os ponteiros do relógio não vão voltar atrás”.
“As nações e os territórios da região já não servirão de escudo para as bases norte-americanas”, afirmou, citado pela agência de notícias espanhola EFE.
O Irão reagiu à ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel com ataques contra bases norte-americanas no Médio Oriente, e com o bloqueio do estreito de Ormuz.
Khamenei disse também que “o tumor cancerígeno” israelita se aproxima “das etapas finais da miserável existência”, tal como previu o pai há 10 anos, quando disse que Israel não sobreviveria mais de 25 anos.
O líder político e religioso iraniano publicou a mensagem a propósito do início do ‘hajj’, a peregrinação anual sagrada dos muçulmanos a Meca, onde se espera a presença de mais de 1,5 milhões de pessoas.
A peregrinação à cidade localizada na Arábia Saudita ocorre numa altura em que o Irão e os Estados Unidos intensificaram os esforços para pôr fim à guerra.
As duas partes têm estado a negociar nos últimos dias um acordo para cessar as hostilidades e reabrir o estreito de Ormuz, deixando para mais tarde as discussões sobre o programa nuclear iraniano.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou terça-feira que subsistem algumas divergências na versão inicial que vão demorar alguns dias a resolver.
A guerra causou milhares de mortos em vários países do Médio Oriente, sobretudo no Irão e no Líbano, que foi arrastado para o conflito pelos ataques contra Israel do grupo libanês pró-iraniano Hezbollah.
O bloqueio do estreito de Ormuz e a guerra em si, com algumas infraestruturas petrolíferas sob ataque, provocaram uma subida dramática dos preços do petróleo e o receio de uma recessão económica global.
O Japão, que tem uma das economias mais robustas do mundo, anunciou na segunda-feira que vai aprovar um orçamento suplementar para ajudar a população a enfrentar o aumento do custo de vida causado pela guerra no Médio Oriente.

