Benfica desilude na estreia de Marco Silva e deixa tudo em aberto para a Luz
A estreia oficial de Marco Silva no comando técnico do Benfica ficou muito aquém das expectativas. As águias perderam por 2-1 frente ao St. Gallen, na Suíça, e complicaram desde já o objetivo de alcançar a fase de liga da Liga Europa.
Mais do que o resultado, preocupou a exibição. O Benfica apresentou uma equipa sem intensidade, sem capacidade para controlar o jogo e com demasiados erros na construção. A pressão alta dos suíços criou dificuldades constantes e expôs fragilidades que Marco Silva reconheceu no final do encontro.
Apesar de algumas ausências e de um plantel ainda em fase de definição, os encarnados mostraram pouca agressividade, escassa criatividade e voltaram a revelar problemas defensivos. O primeiro golo surgiu após uma perda de bola em zona proibida, enquanto o segundo nasceu de uma bola parada, situações que o treinador classificou como inaceitáveis.
A nota positiva foi o golo de Rafa Silva, que restabeleceu a igualdade antes do intervalo, e a estreia do jovem Miguel Figueiredo, de apenas 17 anos, que deixou indicações interessantes e confirmou o potencial que já havia demonstrado nas seleções jovens portuguesas.
No entanto, o Benfica nunca conseguiu impor a sua qualidade. Faltou velocidade de circulação, critério nas decisões e capacidade para transformar posse de bola em oportunidades claras de golo. O St. Gallen foi mais organizado, mais intenso e acabou por ser justamente premiado com a vitória.
Nada está perdido. A eliminatória será decidida no Estádio da Luz, onde o Benfica terá de apresentar uma imagem completamente diferente. Uma vitória por dois golos garante a qualificação para a terceira pré-eliminatória da Liga Europa. Caso contrário, os encarnados arriscam uma queda inesperada para a Liga Conferência.
Para Marco Silva, o jogo serviu de primeiro teste oficial, mas também deixou um aviso claro: há muito trabalho pela frente. Se o Benfica quer voltar a afirmar-se nas competições europeias, terá de crescer rapidamente, corrigir os erros defensivos e recuperar a identidade competitiva que os adeptos exigem.

