(Notícia actualizada à 1:00 pm de 22.3.20)

O número de mortos em New Jersey por coronavírus subiu ontem, sábado, para 16, e o número de infectados para 1.327.

Até à 1:00 da tarde de hoje, domingo, o estado de Nova Iorque registava 10.356 infectados e 31 mortos, a cidade de Nova Iorque registava 6.211 casos e 45 mortos), a Pensilvânia registava 371 casos e 2 mortos, a totalidade dos Estados Unidos 23.480 e 278 mortos, e no mundo inteiro tinha atingido os 298.300 casos e 12.755 mortos.

Os residentes no estado de New Jersey interessados em mais informações sobre o covid-16 podem telefonar para o 221 (informações gerais) ou 1-800-962-1253 (questões clínicas), e os interessados em receber alertas via sms devem mandar mensagem para o 898-211.

Podem, ainda consultar o site covid19.nj.gov/, onde está toda a informação necessária.

Mortos em Portugal sobem para 14

Portugal tem 14 mortes associadas ao vírus da covid-19 confirmadas, mais duas do que no sábado, e 1.600 pessoas infetadas, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Estão confirmadas quatro mortes na região Norte, quatro na região Centro, três na região de Lisboa e Vale do Tejo e uma no Algarve.

Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira.

O estado de emergência proposto pelo Presidente prolonga-se até às 23:59 de 2 de Abril.

Mais de 13.400 mortos em todo o mundo

A covid-19 já causou pelo menos 13.444 mortos no mundo desde que apareceu em Dezembro, segundo um balanço feito hoje, domingo, pela agência France-Presse.

Mais de 308.130 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados em 170 países e territórios desde o início da epidemia.

Este número, no entanto, reflete apenas uma fração do número real de infeções, dado que um grande número de países apenas testa os casos que exigem atendimento hospitalar.

Desde o balanço feito no sábado, registaram-se mais 1.702 mortes e 28.674 novos casos em todo o mundo.

A Itália, que registou a sua primeira morte ligada ao novo coronavírus no final de fevereiro, conta com 4.825 mortos e 53.578 infetados.

A China (não incluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabiliza 81.054 casos (46 novos entre sábado e hoje), incluindo 3.261 óbitos (seis novos).

Os países mais afetados depois da Itália e da China são a Espanha com 1.720 mortos em 28.572 infeções, o Irão com 1.685 mortos (21.628 casos), a França com 562 mortos (14.459 casos) e os Estados Unidos com 340 mortos (26.747 casos).

Desde sábado, O Kosovo, a Colômbia, a República Democrática do Congo, Roménia, Chile e Chipre anunciaram as suas primeiras mortes ligadas ao vírus.

Angola, Faixa de Gaza, Timor-Leste, Uganda e Eritreia anunciaram o diagnóstico de primeiros casos.

A Europa totalizava hoje, domingo, 152.117 casos (7.802 mortos), a Ásia 96.669 infeções (3.479 mortes), os Estados Unidos e o Canadá 28.077 casos (359 mortos), o Médio Oriente 24.656 casos (1.710 mortes), a América Latina e as Caraíbas 4.001 infeções (49 mortos), a Oceânia 1.417 casos (sete óbitos) e África 1.193 casos (38 mortes).

Jovens “não são invencíveis”

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou hoje que os jovens “não são invencíveis” no que toca à pandemia de Covid-19, salientando que a doença os pode matar ou confinar ao hospital durante semanas.

O director-geral, Tedros Ghebreyesus afirmou que apesar de a mortalidade ser maior entre a população mais idosa, as escolhas que os jovens fazem sobre os locais em que se deslocam “podem significar a diferença entre vida e morte para outras pessoas”.

A OMS salienta que “os mais novos não são poupados” à doença e que as pessoas com menos de 50 anos são “uma percentagem significativa dos infectados”.

Coronavírus propaga-se rapidamente e antes de haver sintomas

Investigadores da Universidade do Texas conseguiram calcular a velocidade com que o vírus se propaga, assim como a taxa de transmissão assintomática.

A velocidade com que uma pandemia se propaga depende de dois factores: a quantidade de pessoas que cada caso infecta – o número de reprodução – e o tempo que demora para a infecção se espalhar entre pessoas – intervalo em série.

Um número baixo do intervalo em série significa que os surtos emergentes crescem rapidamente, sendo difíceis de parar.

Para medirem o intervalo em série, os investigadores verificaram o tempo necessário para que os sintomas se revelassem em duas pessoas com o vírus, uma pessoa que infecta outra e a segunda pessoa infectada.

Verificou-se que a média do intervalo em série corresponde a aproximadamente a quatro dias e que 10% dos doentes são infectados por alguém que tem o vírus, mas não possui sintomas.

Os investigadores analisaram 450 casos de infecção e verificaram que os doentes assintomáticos transmitem o vírus. De acordo com a investigação, mais de 1 em 10 infecções ocorreram em pessoas que possuíam o vírus, mas não tinham sintomas.

Lauren Ancel Meyers, uma das investigadoras, acrescenta que os dados revelam que o coronavírus pode propagar-se como a gripe, o que significa que têm de ser tomadas reacções rápidas e agressivas para controlar o surto.

Este estudo comprova que têm de ser tomadas medidas de contenção como o isolamento, quarentena, encerramento de escolas, restrições de viagens e o cancelamento de grandes eventos, visto que a transmissão assintomática pode tornar a contenção mais difícil.

© Luso-Americano/Agência Lusa