EUA| Dois anos após a identificação de emigrante portuguesa desaparecida durante meio século, caso continua um enigma
Após permanecer não identificada por quase 50 anos, os restos mortais encontrados em Junho de 1973 na baía de San Diego, Califórnia, foram finalmente identificados como sendo da emigrante portuguesa Arminda Grangeia Rodrigues da Silva Ribeiro.
A identificação foi possível graças a uma análise de biologia genética conduzida pelo laboratório forense privado Othram, com apoio financeiro do sistema nacional NamUs. A exumação ocorreu em 2020, e o perfil genético foi desenvolvido a partir de restos altamente degradados.

Arminda Ribeiro
Nascida a 16 de Setembro de 1943 em Covões (antiga freguesia do município de Cantanhede), Portugal, Arminda emigrou com a família para o Ironbound, em Newark, NJ. À altura do seu desaparecimento, estava casada, tinha dois filhos e trabalhava numa empresa de fabrico de reboques em Newark.

A investigação prossegue como um caso não resolvido (“cold case”). Não há ainda um suspeito identificado, nem se conhece como ou por que razão Arminda esteve em San Diego. As autoridades de San Diego continuam a procurar informações, especialmente:
- O nome da empresa em Newark onde Arminda trabalhava;
- Qualquer conexão que ela pudesse ter tido com San Diego;
- Outras pistas que ajudem a elucidar o que lhe aconteceu.
A polícia de San Diego, ao relatar a descoberta, há dois anos, pediu a colaboração de quem possa saber mais sobre o trabalho que ela tinha em Newark, a possível ligação a San Diego, ou outros pormenores relevantes. Para tal, bastará ligar para a unidade de homicídios da Policia de San Diego através do (619) 531-2293 ou do telefone da linha Crime Stoppers – (888) 580-8477.

