FC Porto com percurso quase perfeito capitaliza deslizes de rivais de Lisboa

O FC Porto fechou a primeira volta da edição 2025/26 da I Liga de futebol isolado e com uma margem pontual confortável para os rivais Sporting e Benfica, que lhe vale o estatuto de principal candidato ao título.
Decorridas 17 jornadas, os ‘azuis e brancos’, esta época orientados pelo italiano Francesco Farioli, somam 49 pontos, mais sete do que os ‘leões’ e mais 10 do que as ‘águias’, fruto de 16 vitórias e apenas um empate, num percurso quase imaculado, em que o único deslize foi um empate, sem golos, na receção ao Benfica.
Ainda assim, a igualdade foi insuficiente para retirar solidez a uma liderança construída com regularidade, na qual a equipa portista se destacou pela capacidade de controlar jogos em diferentes contextos competitivos, impondo-se tanto em casa como fora.
Venceu nos terrenos do Sporting e do Vitória de Guimarães, logo nas rondas iniciais, superou em casa o Sporting de Braga e goleou adversários teoricamente inferiores, revelando uma defesa consistente, que é a menos batida da prova, com apenas quatro tentos sofridos.
Nos confrontos diretos com os principais rivais, os portistas saíram reforçados com essa vitória em Alvalade (2-1), enquanto o empate frente ao Benfica não retirou maturidade competitiva, pois a equipa mostrou equilíbrio entre setores, forte capacidade de pressão e uma eficácia ofensiva constante, que rendeu 36 golos.
O Sporting, campeão em título, encerra a primeira volta no segundo lugar, com 42 pontos e apenas uma derrota, num percurso globalmente positivo, sustentado por um ataque demolidor (47 golos) e por várias exibições dominadoras, sobretudo em Alvalade, onde construiu resultados expressivos.
Por outro lado, os ‘leões’, com Rui Borges no comando, perderam pontos essencialmente nos jogos ‘grandes’ e em deslocações exigentes, com empates frente a Benfica, Sporting de Braga e Gil Vicente, além da derrota caseira com o FC Porto.
Ainda assim, o conjunto de Alvalade apresentou o melhor registo ofensivo entre os ‘crónicos’ candidatos ao título, com 47 golos marcados e nove sofridos.
A equipa de Alvalade brilhou em partidas de sentido único, com goleadas (6-0) frente a Arouca ou AVS, evidenciando dinâmica ofensiva e forte pressão alta.
Fora de casa, mostrou personalidade, vencendo em Guimarães e Famali-cão, enquanto, no dérbi lisboeta, saiu da Luz (1-1) com um empate que espelhou equilíbrio competitivo.
Já o Benfica conclui a primeira volta no terceiro lugar, com 39 pontos, ainda invicto, mas penalizado por um número elevado de empates (seis) que limitaram a aproximação à liderança.
A época das ‘águias’ ficou marcada pela mu-dança de treinador no fi-nal da quinta jornada, com a saída de Bruno Lage e a entrada de José Mourinho, numa tentativa de relançar a equipa.
Os ‘encarnados’ empataram em jogos em que eram favoritos, nomeadamente frente a Casa Pia, Rio Ave e Santa Clara, todos em casa e em que sofreram os empates já nos descontos, além dos empates com Sporting, FC Porto e Sp. de Braga.
Já com Mourinho, re-gistou-se maior organização defensiva e melhor controlo dos ritmos de jogo, mas sem uma melhoria significativa no número de vitórias.
Apesar disso, o Benfi-ca apresentou momentos de qualidade, com vitórias convincentes fora de casa e uma defesa consistente.
O empate frente ao FC Porto e o dérbi equilibrado com o Sporting confirmaram competitividade nos jogos ‘grandes’, em-bora a equipa não tenha conseguido reduzir a diferença pontual para a liderança, fechando esta primeira ronda com 36 golos marcados e 11 sofridos.