NATO. Países nórdicos vão criar forças aéreas capazes de efectuar operações conjuntas

Os ministros de Defesa dos países nórdicos acordaram quarta-feira em Helsínquia criar forças aéreas capazes de realizar operações conjuntas, de maneira a reforçar a defesa da NATO no Árctico.

“Vamos aprofundar a nossa cooperação para conseguir uma capacidade conjunta de planeamento e execução de operações aéreas nos países nórdicos. Isto é essencial para reforçar a dissuasão e a defesa da NATO no Árctico”, afirmou o ministro da Defesa finlandês, Antti Hakkanen, num comunicado conjunto.

Na reunião da Cooperação Nórdica no domínio da Defesa (Nordefco) estiveram presentes os ministros da Defesa da Finlândia, da Suécia, da Noruega e da Dinamarca, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Islândia e a secretária-geral adjunta da NATO, Radmila Shekerinska.

Hakkanen sublinhou que os países nórdicos “percorreram um longo caminho” na sua cooperação em matéria de defesa e afirmou que, entre eles, irão ter à sua disposição mais de 200 aviões de combate de nova geração até ao início da próxima década.

“Entretanto, ainda há trabalho a fazer para tornar possíveis operações combinadas e integradas além-fronteiras em todas as situações”, reconheceu.

Os cinco países nórdicos intensificaram a sua cooperação em matéria de defesa desde Novembro do ano passado, quando assinaram uma carta de intenções sobre corredores de mobilidade militar harmonizados na região.

Relactivamente à cooperação no domínio da defesa, os ministros nórdicos decidiram reforçar a capacidade industrial na produção de munições para aumentar a segurança do abastecimento, de acordo com o mesmo comunicado.

Pela primeira vez desde a criação da Nordefco em 2009, os chefes do Estado-Maior de todos os países nórdicos, com excepção da Islândia, que não tem exército, também estiveram presentes na reunião.