NEWARK: Manny Amador Jr. já é “Business Manager” do “Local 472”
Por HENRIQUE MANO | News Editor | Newark
Está desde dia 1 de Outubro em funções como novo secretário-geral (“business manager”) do sindicato de construção civil pesada “Local 472” o luso-descendente Manny Amador Jr. Com sede no Ironbound e 7 mil membros (a que se agregam cerca de 35 mil familiares a depender de regalias como seguro de saúde), Amador Jr. substitui no cargo o conhecido Tony Oliveira, que esteve 12 anos naquele posto, passando à reforma.

“É com muito orgulho que aceito esta imensa responsabilidade e oportunidade de estar à frente do “Local 472”, acrescida do facto de me seguir a um líder como o Tony Oliveira”, afirma Manny Amador Jr., em entrevista exclusiva ao jornal LUSO-AMERICANO. “Vou exercer o cargo com muito gosto e dar o meu melhor, tendo sempre em mente o bem dos nossos membros.”
Amador Jr. nasceu em Newark em 1968, filho de emigrantes da Murtosa, distrito de Aveiro; já o pai (agora falecido) fora trabalhador do sector das obras e membro de longa data do “Local 472”. O novo líder sindical fez os estudos primários na Wilson Avenue School e, após o secundário no Liceu “East Side”, em 1986, empregou-se na área portuária de Newark, juntando-se desde logo ao sindicato do sector (ILA Union); dois anos depois, passa para a construção pesada e integra então o “Local 472”.

De trabalhador nas obras, foi subindo primeiro no terreno e, a partir de 2010, a convite de Tony Oliveira, na carreira administrativa, onde galga os vários degraus hierárquicos até chegar a vice-presidente (posição em que esteve até agora).
“Espero poder ser capaz de dar continuidade ao excelente trabalho que Tony Oliveira desempenhou nestas funções nos últimos 12 anos”, diz Manny Amador Jr., “ou seja, garantir aos nossos membros cada vez mais e melhores regalias e condições de trabalho em segurança.”

Amador Jr. nota ainda que, “como segunda geração de trabalhador deste sector, é com alto sentido de responsabilidade que assumo estes desafios, comprometendo-me a continuar a fazer deste sindicato uma organização com raízes na comunidade.”
Em jeito de balanço, o agora reformado Tony Oliveira lembra ter-se juntado ao “Local 472” em 1977, fazendo dele “a minha vida. Costumo dizer que comecei como operário de pá e picareta, sempre empenhado em aprender mais; após 17 anos no terreno, em 1994 passei a delegado.”
Em longa carreira “com bons e maus momentos”, Oliveira foi escalando os vários degraus da organização, chegando a secretário-geral em 2010, já como presidente, substituindo Richard Marino.
Falando ao jornal LUSO-AMERICANO, Tony Oliveira diz ter-se sempre orientado pela lógica de “tentar um dia, quando saísse, deixar o sindicato em melhores condições do que aquelas em que o encontrei. Penso, hoje, orgulhosamente, poder dizer tê-lo conseguido.”

Para tal, acredita ter contribuído muitos anos de “trabalho e sacrifício” seu e da sua equipa e, também, “estes últimos anos de prosperidade que estamos a viver no nosso sector de actividade. Com o último pacote de investimento aprovado pela administração Biden, creio mesmo que vai haver trabalho garantido para os nossos membros nos próximos 8 a 10 anos.”
Orgulha-se ainda de ter renegociado um novo contrato de trabalho para os membros do “Local 472” com as entidades patronais e ainda de ter deixado 5 portugueses entre os dez membros do Conselho de Gerência do sindicato.
Osmembros do “Local 472”, depois de trabalharem pelo menos mil horas por ano, têm a garantia de seguro de saúde para si e toda a família e ainda uma reforma confortável para o futuro.
Em prolongada carreira de 45 anos como membro e 29 na gestão, “está na altura de sair. Já planeio dar este passo há dois anos”, revela Oliveira, que nasceu em Veiros, Estarreja, e emigrou em 1967 aos 11 anos para New Jersey.
A vida, agora, é a família, os netos, as casas de praia cá e lá “e algum golfe.”

