NJ Turnpike Authority avança com aquisição de mais terrenos para novo projecto rodoviário 

A Autoridade das Autoestradas de New Jersey (New Jersey Turnpike Authority) aprovou esta semana a aquisição de terrenos adicionais para a controversa expansão da ligação rodoviária entre Newark e o condado de Hudson, um projecto avaliado em 11 mil milhões de dólares. A construção deverá arrancar em 2026.

O plano aprovado prevê a compra ou obtenção de uso sobre 16 novas propriedades em Newark, totalizando cerca de 7,3 hectares. Desses, cerca de um hectare será adquirido de forma definitiva, enquanto os restantes terrenos serão utilizados temporariamente, para acessos técnicos, obras em pontes, sistemas de drenagem e estruturas aéreas.

Os proprietários das parcelas envolvidas incluem as empresas Conrail, ConWay Transportation Service, Inc., Hertz Realty Corp., Frost Realty Company, LLC, e ChemFleur Urban Renewal Corp..

Já em Abril, a Autoridade tinha autorizado a aquisição de 8,5 hectares (21 acres) e servidões (uso) sobre mais 6,9 hectares (17 acres). Nenhuma das propriedades agora visadas tem uso residencial.

A obra integra a primeira fase, orçada em 6,2 mil milhões de dólares, de um megaprojecto de modernização da infraestrutura viária que prevê a duplicação da ponte Newark Bay, que passará de quatro para oito faixas, ligando as cidades de Newark e Bayonne. O projecto recebeu aprovação da Guarda Costeira dos Estados Unidos em Maio.

A via servirá de ligação entre a autoestrada principal (New Jersey Turnpike), a Route 78 e o Túnel Holland, passando por Bayonne e Jersey City.

Uma obra que divide opiniões

A expansão tem sido alvo de forte contestação por parte de associações ambientais e residentes locais, que consideram a intervenção desnecessária e contraproducente. Alegam que o alargamento das faixas poderá atrair mais tráfego, em vez de o reduzir, e agravar a poluição. Defendem que os fundos deviam ser investidos em alternativas de transporte público.

Já os defensores do projecto destacam os benefícios económicos e logísticos, sublinhando o potencial para criar milhares de empregos sindicais, reduzir congestionamentos na rede viária e melhorar o acesso aos portos da região.