REFORMOU-SE O CORONEL EDUARDO PIRES, O PORTUGUÊS QUE BRILHOU NO PENTÁGONO SEM ESQUECER AS RAÍZES
• Por HENRIQUE MANO | News Editor
Nasceu no Hospital de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, coração do arquipélago dos Açores, mas foi nos Estados Unidos da América que escreveu um dos percursos mais notáveis entre os militares de origem portuguesa. Eduardo Pires, filho da freguesia de Santa Bárbara, emigrou com apenas um ano de idade para New Bedford, Massachusetts, mas levou sempre os Açores consigo, no coração, até aos mais altos cargos no Pentágono.

No dia 24 de Julho passado, o Coronel Eduardo Pires despediu-se formalmente da carreira militar numa cerimónia solene – “Change of Command” – onde passou o comando do 707th Intelligence, Surveillance and Reconnaissance Group (707th ISR Group)

No dia 24 de Julho passado, o Coronel Eduardo Pires despediu-se formalmente da carreira militar numa cerimónia solene – “Change of Command” – onde passou o comando do 707th Intelligence, Surveillance and Reconnaissance Group (707th ISR Group)

No dia 24 de Julho passado, o Coronel Eduardo Pires despediu-se formalmente da carreira militar numa cerimónia solene – “Change of Command” – onde passou o comando do 707th Intelligence, Surveillance and Reconnaissance Group (707th ISR Group)

No dia 24 de Julho passado, o Coronel Eduardo Pires despediu-se formalmente da carreira militar numa cerimónia solene – “Change of Command” – onde passou o comando do 707th Intelligence, Surveillance and Reconnaissance Group (707th ISR Group)
No dia 24 de Julho passado, o Coronel Eduardo Pires despediu-se formalmente da carreira militar numa cerimónia solene – “Change of Command” – onde passou o comando do 707th Intelligence, Surveillance and Reconnaissance Group (707th ISR Group) à Coronel Peggy Canopy. Era o fim oficial de uma carreira de 28 anos ao serviço da Força Aérea dos EUA, onde Pires se destacou como um dos oficiais luso-descendentes que mais alto subiu na hierarquia da Defesa norte-americana.
🌐UM COMANDO DE ELITE E IMPACTO GLOBAL
Durante o seu comando, entre Julho de 2023 e Julho de 2025, o 707th ISR Group foi o maior grupo dentro da sua ala militar, com mais de 1.200 militares altamente especializados. “O trabalho de inteligência realizado pela unidade tinha impacto directo em missões críticas, servindo entidades como o Presidente dos EUA, o Secretário da Defesa, comandos de combate e tropas em teatro de operações, como no Afeganistão”, explica o Coronel Eduardo Pires, na entrevista exclusiva que concedeu ao jornal LUSO-AMERICANO a propósito da sua passagem à reforma.
🌐TRAJECTÓRIA NOTÁVEL NO PENTÁGONO
Antes do comando do 707th ISR Group, o Coronel Pires desempenhou cargos de alta responsabilidade, como: Director of Staff na sede da Força Aérea (Jul. 2022 – Jul. 2023) e Branch Chief/Military Assistant no gabinete do Subsecretário da Defesa para Inteligência e Segurança (Jul. 2020 – Jul. 2022).
Durante a sua carreira, tornou-se um especialista respeitado em operações de inteligência e segurança nacional, com uma influência marcante no desenvolvimento de políticas e estratégias de defesa dos EUA.
Na entrevista que nos concedeu, Eduardo Pires reflectiu sobre a sua carreira e o legado que deixa. Orgulha-se de ter sido “um emigrante que serviu bem este país”, sempre com os valores da dignidade, respeito, colaboração e liderança pelo exemplo. Destacou ainda “o espírito de equipa e a amizade criada entre militares de diversas origens, unidos por uma missão comum: proteger as liberdades fundamentais”.
Sobre os valores que o moldaram, referiu os princípios da Força Aérea – Integridade, Serviço antes do Eu, Excelência em tudo o que fazemos – e acrescentou lições do exigente Weapons School, equivalente da Força Aérea ao famoso TOP GUN da Marinha: Humildade, Acessibilidade e Credibilidade.
Um dos momentos mais marcantes da sua carreira ocorreu logo no início, “quando participei numa operação da NATO nos Balcãs, ajudando a travar a campanha de limpeza étnica na ex-Jugoslávia. A intensidade e impacto daquela missão moldaram para sempre a minha visão sobre liderança e segurança nacional”.
🌐NOVA FASE, MESMO COMPROMISSO
Aos 52 anos, Eduardo Pires entra na reforma com a intenção de “descansar, dedicar mais tempo à família e à natureza, mas não descarto manter-me envolvido nas áreas da defesa e da inteligência nacional” – pelo que vai continuar a viver na área de Washington, D.C.
Ainda que tenha vestido com orgulho o uniforme americano, Eduardo Pires nunca deixou de ser português — nem de valorizar a terra onde nasceu. “Aos Açores, e particularmente à Terceira, sempre guardo um carinho especial, tendo visitado sempre que possível”, nota. Um símbolo da diáspora que soube servir dois mundos com distinção: as origens humildes e os voos mais altos da liderança militar.

