🌎 TÉCNICO DE RADIOLOGIA LUSO-AMERICANO TAMBÉM ESTÁ EM CONTACTO COM PACIENTES DE COVID-19

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Por HENRIQUE MANO | Jornal LUSO-AMERICANO

Formou-se pela St. Joseph’s School of Radiology do Concordia College e fez o liceu no Saunders Trades and Technical High School, em Yonkers, o técnico de radiologia David Gonçalves, do White Plains Hospital.

Natural de Mount Vernon, o jovem de 30 anos é filho de imigrantes de Torres Vedras (a mãe) e Olhão, Algarve (o pai). Antes da unidade hospitalar onde agora já se encontra há dois anos, esteve no Chelsea Diagnostic Radiology em Manhattan.

“Como técnico de radiologia, as minhas funções passam por fazer radiografias a pacientes, ao mesmo tempo que dou assistência a radiologistas e médicos na procura de diagnósticos seguros tanto na área neurológica, como do foro ortopédico, oncológico e músculo-esquelético”, explica, na entrevista que concedeu ao jornal LUSO-AMERICANO.

David Gonçalves, à direita, na sala de radiologia do White Plains Hospital, no estado de Nova Iorque

❝TIVERAM DE SER CRIADAS NOVAS REGRAS DENTRO DOS SERVIÇOS DE RADIOLOGI POR FORMA A EVITAR A PROPAGAÇÃO DO VÍRUS❞

➔David Gonçalves, Técnico de radiologia – White Plains Hospital

Pelas suas mãos passam doentes internados ou externos, “incluindo, e desde o início da pandemia, aqueles infectados com COVID-19.”

O White Plains Hospital, a cerca de 40 minutos de Nova Iorque, faz parte do grupo médico Montefiore Health System e estabeleceu-se em 1893; hoje acomoda 292 camas e por ele passam 170 mil pacientes anualmente.

O coronavírus veio alterar todo o modus operandi das estruturas hospitalares e os departamentos de radiologia não são excepção. “Tiveram de ser criadas novas regras dentro dos serviços de raio-X por forma a evitar a propagação do vírus”, nota. “Temos de estar em completo equipamento de protecção individual e as salas de radiologia têm de ser higienizadas sempre que um paciente é atendido; também passámos a ter de fazer raio-X a muitos mais pacientes em ventiladores, o que imprime toda uma nova dinâmica ao nosso trabalho, dados os cuidados de segurança que devemos ter. Antes da COVID-19, o hospital tinha cerca de 10 doentes ligados a ventiladores; no pico da pandemia, o número chegou a 80, com muitos a necessitarem de tirar radiografias.”

❝TAMBÉM PASSÁMOS A TER DE FAZER RAIOS-X A MUITOS MAIS PACIENTES EM VENTILADORES, O QUE IMPRIME TODA UMA NOVA DINÂMICA AO NOSSO TRABALHO❞

➔David Gonçalves, Técnico de radiologia – White Plains Hospital

Para David Gonçalves, a melhor forma de se combater esta situação de emergência médica “é seguir as normas estabelecidas pelo Centro de Controlo de Doenças e perceber os riscos a que se expõe o pessoal de saúde e todos nós quando essas regras não são respeitadas.”