ESPECIAL | Luso-Americanos na Carreira Policial: Nuno Costa
• Por HENRIQUE MANO | Elizabeth, NJ
Nascido em Tondela, no distrito de Viseu, Nuno Costa tinha 9 anos quando emigrou para os Estados Unidos com a família. Instalaram-se em Elizabeth, cidade onde cresceu e onde começou a desenvolver um forte sentido de ligação à comunidade que mais tarde viria a influenciar a sua escolha profissional.
Hoje, com 47 anos, é agente policial no Union County Sheriff’s Office, desempenhando funções na divisão dos tribunais, onde integra a equipa responsável pela segurança de um juiz do tribunal superior.
Costa recorda que o interesse pela carreira policial surgiu ainda durante o ensino secundário. “Sempre estive muito envolvido na escola e em actividades ligadas à comunidade”, explica ao jornal LUSO-AMERICANO. Foi nessa altura que um recrutador visitou a escola e apresentou diferentes oportunidades profissionais, incluindo o serviço militar e as forças de segurança.

Foto: JORNAL LUSO-AMERICANO | O agente Nuno Costa, do Union County Sheriff’s Office
“Também via muitos programas de televisão ligados à polícia e isso despertou-me curiosidade. Pensei que poderia ser um caminho interessante e que me permitiria servir a comunidade onde cresci”, conta.
Após concluir o ensino secundário, decidiu seguir esse percurso. Iniciou a carreira no estabelecimento prisional do condado de Union e frequentou posteriormente a Somerset County Police Academy, onde completou a formação policial. Mais tarde transferiu-se para o gabinete do xerife, onde trabalha actualmente.
No seu dia-a-dia profissional, Nuno Costa integra uma equipa de três agentes responsável pela segurança de um juiz do tribunal superior. Entre as suas tarefas, estão a proteção pessoal do magistrado e a garantia de que as salas de audiência e os espaços do tribunal permanecem seguros para todos os presentes.
Outro aspecto que considera fundamental no desempenho das suas funções é o facto de ser bilingue. Fluente em português, Costa afirma que o conhecimento da língua tem sido uma mais-valia numa cidade como Elizabeth, caracterizada pela grande diversidade cultural.
“Cresci numa comunidade muito diversa, com muitos portugueses e hispânicos. Falar português ajuda-me a comunicar melhor com pessoas que não dominam o inglês e até a compreender melhor quem fala espanhol”, explica.
Quanto ao futuro, o agente luso-americano não esconde as suas ambições profissionais. Um dos seus objectivos é subir na hierarquia e alcançar o posto de sargento. “É uma aspiração que tenho. Com o tempo veremos o que o futuro reserva”, afirma.

