UGT endurece posição no 1.º de Maio e recusa ceder na reforma laboral
No Dia do Trabalhador, celebrado no Centro Desportivo do Jamor, em Oeiras, a União Geral de Trabalhadores marcou uma posição firme face à proposta de reforma laboral do Governo. O secretário- geral da UGT, Mário Mourão, garantiu que a central sindical não irá ceder perante aquilo que classificou como as “traves mestras” do executivo liderado por Luís Montenegro, colocando a responsabilidade pelo desfecho das negociações diretamente no Governo.
Num discurso marcado pela união e resistência, Mourão recordou que, desde a apresentação do anteprojeto em julho de 2025, a UGT tem mantido uma posição consistente de rejeição. “Foi unidos que dissemos um rotundo não. Foi unidos que admitimos a greve geral. E foi unidos que recusámos um documento que não evoluiu nas matérias fundamentais”, afirmou, perante uma plateia que respondeu com fortes aplausos e palavras de ordem.
O líder sindical criticou ainda aquilo que considera ser uma estratégia governamental de fragilização da central, sublinhando que todas as tentativas de divisão falharam. “A UGT não cedeu e não vai ceder. A negociação verdadeira não é capitulação”, reforçou, destacando que a organização continua fiel à sua essência independente e não partidária.
Sem confirmar uma eventual adesão à greve geral convocada para 3 de junho, Mourão evocou a participação da UGT em ações anteriores, como a greve de dezembro de 2025, reafirmando a capacidade de mobilização da central. A mensagem final foi clara: a UGT está unida, determinada e preparada para continuar a luta pelos direitos dos trabalhadores.

