Bednarek de cabeça verga ‘águias’ e dá passagem portista às meias-finais
O FC Porto bateu, na passada 4ª feira o Benfica por 1-0, no clássico dos quartos de final da Taça de Portugal de futebol, com o cabeceamento de Bednarek, aos 15 minutos, a decidir um encontro dividido e intenso.
No Estádio do Dragão, no Porto, os anfitriões conseguiram algum ascendente após o golo do central polaco, mas os visitantes subiram de nível na metade complementar e poderiam ter levado a partida para prolongamento, não fosse alguma ineficácia ofensiva.
Com este resultado, o FC Porto quebrou um ‘jejum’ de quatro jogos sem vencer no Dragão frente aos ‘grandes’ de Lisboa e garantiu a presença nas meias-finais da prova ‘rainha’, em que estarão presentes o Torreense, o Fafe e o vencedor do encontro entre Sporting e AVS.
Do lado portista, Farioli fez estrear o recente reforço Thiago Silva, deslocando Jakub Kiwior para o corredor esquerdo, de modo a fazer face às ausências de Francisco Moura, por lesão, e Zaidu, que representa a Nigéria na Taça das Nações Africanas de 2025 (CAN2025).
Pelo Benfica, Sidny Lopes Cabral, chegado ao clube no mercado de inverno, fez a sua primeira aparição a titular, no lugar de Sudakov, depois de ter sido suplente utilizado frente a Estoril Praia e Sporting de Braga.
Relativamente à derrota frente aos ‘arsenalistas’ (3-1), para as meias-finais da Taça da Liga, Mourinho alterou ainda substancialmente a disposição do meio-campo, com Fredrik Aursnes a ocupar o lugar de Manu Silva e Prestianni a assumir a ala direita.
Ao contrário do encontro que opôs as duas equipas para o campeonato (0-0), em outubro, o Benfica começou por estabelecer um bloco alto, condicionando a primeira fase de construção do FC Porto e assumindo um maior volume de posse de bola nos primeiros minutos.
Ainda assim, os ‘dragões’, de bola parada, conseguiram inaugurar o marcador aos 15 minutos, na sequência de um pontapé de canto cobrado por Gabri Veiga, com Jan Bednarek a elevar-se acima da defensiva contrária e a cabecear irrepreensivelmente para o fundo das redes.
Em vantagem no marcador e galvanizados por um Estádio do Dragão quase lotado, assumiram as rédeas da partida após o primeiro quarto de hora e, logo aos 19, tiveram uma oportunidade clamorosa para ampliar a vantagem. Gabri Veiga rematou para uma defesa incompleta de Trubin e, na ‘recarga’, Froholdt obrigou o guarda-redes ucraniano a uma notável intervenção.
Aos 39 minutos, foi a vez de Gabri Veiga criar muito perigo, servido pelo grande trabalho de Samu, mas o galego atirou à malha lateral da baliza benfiquista, em posição favorável no interior da área.
Mesmo a fechar o primeiro tempo, ao oitavo minuto da compensação, o Benfica teve uma oportunidade soberana para empatar. A partir de uma arrancada individual de Prestianni, a bola sobrou para um remate potente de Leandro Barreiro, que só não encontrou o fundo das redes porque Diogo Costa fez, com o pé, uma defesa com alto grau de dificuldade.
No regresso dos balneários, os ‘encarnados’ subiram de nível na procura por restabelecer a igualdade.
Aos 59 minutos, as ‘águias’ estiveram perto de empatar num remate de Tomás Araújo, à entrada da área, que passou muito perto do poste da baliza defendida por Diogo Costa.
Logo a seguir, o Benfica esteve novamente perto de marcar num lance insólito, em que Diogo Costa dirigiu-se a Kiwior, caído no relvado com a partida interrompida, e deixou a baliza aberta para Aursnes, que retomou rapidamente o jogo e rematou com a baliza aberta, mas falhou o alvo.
No primeiro minuto além dos 90, Pavlidis teve tudo para empatar o jogo, ao surgir ao segundo poste em resposta a cruzamento da esquerda, mas, com a baliza toda à sua mercê, aplicou mal o pé à bola e falhou o remate, permitindo a vantagem mínima portista que se registou no final.

