BENFICA, 2 – GIL VICENTE, 1 Schjelderup sai do banco para garantir vitória sofrida do Benfica em Barcelos

Sob as luzes de um Estádio Cidade de Barcelos em ebulição, o Benfica conquistou uma vitória por 2-1 frente ao Gil Vicente na noite de 2 de março de 2026. Num embate que testou ao limite a resiliência tática da equipa de José Mourinho, as “águias” demonstraram por que são a principal ameaça à liderança, valendo-se do jogo aéreo e do talento escandinavo para sair do Minho com os três pontos na bagagem. 

Desde o apito inicial, o Benfica impôs o ritmo cirúrgico que se tornou a imagem de marca da era Mourinho. Com uma posse de bola asfixiante que chegou aos 64% no último terço durante a primeira parte, os visitantes procuraram constantemente abrir fendas numa muralha gilista muito compacta. O primeiro golpe surgiu aos 35 minutos, através de um lance de bola parada. 

Um canto executado com precisão milimétrica encontrou a cabeça de António Silva. O capitão encarnado, exibindo um tempo de salto soberbo, elevou-se acima da defensiva contrária para desferir um cabeceamento fulminante. O setor reservado aos adeptos visitantes explodiu de alegria, celebrando a liderança por exemplo do jovem central. 

Contudo, o Gil Vicente de César Peixoto é uma equipa forjada na resiliência. Regressando do intervalo com uma agressividade renovada, os “Galos” apanharam a defesa encarnada em contrapé. Aos 51 minutos, aproveitando uma rara desconcentração entre os centrais das águias, Héctor Hernández surgiu solto na área. O avançado espanhol não perdoou, finalizando com classe para estabelecer a igualdade e incendiar as bancadas de Barcelos. 

Com o jogo em aberto e a tensão a subir a cada lance, foi Andreas Schjelderup quem reclamou o protagonismo. O talento norueguês, cuja influência tem crescido exponencialmente esta temporada, desenhou o momento decisivo aos 73 minutos. Após uma transição rápida conduzida pelo corredor central, Schjelderup recebeu à entrada da área e, num movimento repentino, disparou de pé esquerdo. Apesar de ter classificado o golo como “sortudo” na entrevista rápida, a precisão do remate sugeriu o contrário, com a bola a fugir ao alcance do guardião da casa. 

O apito final trouxe alívio e alguma agitação. José Mourinho, fiel ao seu estilo, começou por lançar críticas acutilantes à equipa de arbitragem na flash interview. No entanto, num momento de maior ponderação na conferência de imprensa, o técnico acabaria por retratar-se, preferindo destacar o “espírito de sacrifício” dos seus jogadores perante um adversário de enorme qualidade. 

Este desfecho de 2-1 repete o resultado da primeira volta na Luz, provando que, embora o Gil Vicente consiga levar os grandes ao limite, a qualidade individual do Benfica continua a ser o fator de desempate na corrida pelo trono de Portugal.