Benfica regressa às vitórias com o Rio Ave após desaires na Taça de Portugal
O Benfica venceu o Rio Ave, por 2-0, em partida da 18.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, em que as águias capitalizaram uma entrada de rompante no jogo.
Os lisboetas, que foram superiores ao longo de todo o desafio, com mais evidência na etapa inicial, começaram a construir a vantagem por Leandro Barreiro logo aos 16 minutos e cimentaram-na com um autogolo de Ntoi, aos 25, perante um Rio Ave que com evidentes dificuldades na transição ofensiva.
Com este resultado, os ‘encarnados’, que vinham de eliminações das Taças da Liga e de Portugal,
seguem no terceiro lugar do campeonato, agora com 42 pontos, menos três que o Sporting e, à condição, a sete do líder FC Porto, que só joga domingo em Guimarães.
Já o Rio Ave, que até tinha terminado a primeira volta do campeonato a vencer, entra nesta segunda volta a marcar passo no objetivo de resolver rapidamente a questão da manutenção, seguindo no 11.º posto, com os mesmos 20 pontos.
Os vila-condenses começaram o jogo ‘engolidos’ por uma entrada voraz das ‘águias’, que logo no primeiro quarto de hora instalaram o pânico na área dos nortenhos.
Pavlidis e Dedic foram os primeiros a lançar ameaças, em lances onde brilhou o central vila-condense Nélson Abbey, com cortes decisivos perto da linha de golo, seguindo-se um remate aos ferros de Schjel-derup.
Nesta toada, percebeu-se que seria uma questão de tempo para o Benfica inaugurar o marcador, com Leandro Barreiro, aos 16 minutos, a confirmar isso mesmo, num cabeceamento exemplar após cruzamento de Sudakov.
O Rio Ave não conseguiu reagir ao madrugador revés, passou pelo ‘susto’ de um penálti, após mão na bola de Nikos, revertido após intervenção do VAR, e acabou por ser infeliz, com um autogolo de Ntoi, aos 26 minutos, desviadno para a própria baliza um cruzamento de Dedic.
Mesmo com os dois golos de vantagem, o Benfica não tirou o ‘pé do acelerador’, e Leandro Barreiro, já depois da meia hora, ainda ameaçou o ‘bis’, em novo cabeceamento.
Os vila-condenses, sempre com dificuldades em armar os contra-ataques, só conseguiram visar a baliza contrária aos 40 minutos, numa jogada iniciada pelo inconformado André Luiz, trabalhada por Clayton e finalizada com um remate de Ntoi, um pouco ao lado, mantendo o 2-0 até ao intervalo.
No regresso do descanso, o Benfica voltou a entrar mais forte e, mesmo sem a pressão avassaladora da etapa inicial, colocou rapidamente o Rio Ave ‘em sentido’, com tiros de Prestianni e iniciativas de Tomás Araújo e, sobretudo, de Sudakov, em remates de longe.
Do outro lado, o Rio Ave tentava debelar as dificuldades de transição, apostando na mobilidade de André Luiz para servir Clayton, com o ponta de lança a tentar ser protagonista num remate ao lado e num golo anulado, aos 70 minutos, por fora de jogo.
Apesar do calafrio, o Benfica entrou em modo de gestão na parte final da partida e, mesmo com Pavlidis a falhar novo golo em posição privilegiada, não conseguiu criar grandes problemas à defesa da equipa de Vila do Conde.

