Sporting de Braga bate Benfica e marca inédito dérbi minhoto para a final
O Sporting de Braga garantiu o ‘passaporte’ para a sua sexta final da Taça da Liga, após eliminar o Benfica, 3-1, na qual jogará diante do rival Vitória SC num inédito duelo minhoto.
No Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, Pau Víctor e Zalazar adiantaram os bracarenses, aos 19 e aos 33 minutos, respetivamente, Pavlidis reduziu de penálti, aos 64, mas Lagerbielke, aos 81, sentenciou o encontro e impôs a primeira derrota nas competições nacionais ao Benfica na presente época.
Na final, agendada para sábado, novamente em Leiria, o conjunto de Carlos Vicens vai tentar conquistar a Taça da Liga pela quarta vez na história do clube, defrontando o rival Vitória de Guimarães, que eliminou o Sporting, 2-1, e procura entrar no lote de vencedores do mais novo troféu do futebol português profissional.
Bastaram cinco minutos para o grego Pavlidis surgir sem oposição na pequena área e beneficiar da primeira grande oportunidade do encontro, após uma boa combinação à direita do ataque, sendo que, na recarga, Sudakov também não conseguiu bater Lukas Hornicek, que se mostrou seguro entre os postes e travou os dois remates.
Quem não perdoou foi Pau Víctor, que, aos 19 minutos, e na primeira ocasião que dispôs, antecipou-se a Tomás Araújo e adiantou a equipa de Carlos Vicens, coroando da melhor forma uma incursão do ‘endiabrado’ Zalazar à direita do ataque.
A vantagem serenou o ritmo a favor dos minhotos, que assumiram o controlo do jogo e ainda viram Aursnes disparar bem por cima, antes de voltarem a ser mortíferos em zona de finalização.
Aos 33 minutos, e confirmando o estatuto de melhor marcador do Sporting de Braga na presente temporada, Zalazar arrancou imparável, ainda antes do meio-campo, superando as oposições de Sudakov e Otamendi, para chegar à área ‘encarnada’ e, com um ‘tiro’ fulminante, na ‘cara’ de Trubin, reforçar a vantagem dos bracarenses.
Ainda que fosse o Benfica a ter de correr atrás do prejuízo, acabou por pertencer ao Sporting de Braga nova oportunidade de golo, mas o ‘tiro’ de Ricardo Horta, já em tempo de compensação, saiu à malha lateral.
Ao intervalo, José Mourinho tentou inverter o rumo dos acontecimentos, com Prestianni a substituir Manu Silva e a levar Aursnes para zonas interiores, mas a reação da equipa surgiu sempre de forma ‘tímida’ e sem assustar a baliza de Hornicek. O mesmo, de resto, não poderá dizer Trubin, que teve de aplicar-se para impedir o ‘bis’ de Pau Víctor, aos 52.
Tudo parecia ter mu-dado 12 minutos depois, com Pavlidis, o ‘artilheiro’ do Benfica na temporada em curso, a converter com sucesso uma grande penalidade que castigou uma falta de Paulo Oliveira sobre si próprio e a relançar a incerteza no marcador.
Já na reta final, José Mourinho, de regresso a um estádio onde deu os primeiros passos na carreira, arriscou e abdicou de Aursnes para lançar Franjo Ivanovic na frente, mas o avançado nem tempo teve para tentar a sorte e já Gustaf Lagerbielke sentenciava o encontro, aproveitando uma sobra a uma defesa incompleta de Trubin, que ainda viu a linha defensiva ficar reduzida a três elementos após a expulsão do capitão Otamendi por acumulação de amarelos.
No pós-jogo, José Mourinho mostrou-se imensamente frustrado com o desempenho da equipa na primeira parte.
“Acho que há jogos em que as pessoas veem o jogo com olhos diferentes. Acho que este é dos jogos em que haverá unanimidade. A primeira parte é má demais para uma equipa que até entrou bem, com bola e com uma situação de golo. Do ponto de vista técnico, um desastre. Jogadores a cometerem erros absolutamente incríveis.
Do ponto de vista emocional, fomos débeis. Uma primeira parte em que de negativo foi tudo. A segunda parte foi diferente a todos os níveis. Quem faz uma primeira parte tão má, não merece vencer. Não foi o Braga que ganhou, fomos nós que perdemos.

